Política

Alcolumbre veta prorrogação da CPI do Crime Organizado

Presidente do Senado cita ano eleitoral e comissão encerra trabalhos na terça sem tempo extra
Davi Alcolumbre no Senado Federal em decisão sobre prorrogação CPI Crime Organizado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu encerrar a CPI do Crime Organizado no prazo original, sem prorrogação. A comissão termina suas atividades na próxima terça-feira (14).

A decisão foi comunicada pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que afirmou que Alcolumbre justificou a recusa pelos problemas que a investigação poderia causar em ano eleitoral.

O pedido de extensão havia sido apresentado por Vieira na segunda-feira (6) com apoio de 28 senadores.

Relatório será apresentado no prazo, com dados incompletos

Com o encerramento confirmado para a terça-feira (14), o relator Alessandro Vieira afirmou que o relatório final da CPI será entregue na data limite, com base exclusivamente nas informações já coletadas pela comissão.

No pedido de prorrogação, Vieira descrevia um “volume monumental” de documentos ainda por analisar. O relator argumentava que mais tempo seria necessário para cruzar os dados obtidos e ainda ouvir investigados e testemunhas que não foram chamados a depor.

A comissão também não teve prazo suficiente, segundo Vieira, para concluir um diagnóstico abrangente sobre a atuação de facções e milícias em diferentes estados do país. O relator pretendia ainda convocar governadores e secretários de segurança de várias regiões.

Ibaneis Rocha falta à CPI com aval do STF

Na mesma terça em que o encerramento foi confirmado, o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu à comissão. Ele havia sido convidado em fevereiro e, após ignorar o convite, foi formalmente convocado pelo colegiado.

O ministro do STF André Mendonça, no entanto, autorizou Ibaneis a não comparecer à sessão desta terça-feira.

A decisão de Alcolumbre segue um padrão já registrado no Senado. Na CPMI do INSS, o presidente do Senado também se opôs à prorrogação da comissão, num impasse que chegou ao STF e terminou com o encerramento forçado dos trabalhos — trajetória que agora se repete com a CPI do Crime Organizado.

A comissão foi instalada no início de novembro de 2025. Em pouco mais de cinco meses de funcionamento, acumulou um acervo expressivo de documentos, mas encerra os trabalhos sem ter concluído a escuta de figuras-chave ligadas ao crime organizado nem de autoridades estaduais que o relator considerava essenciais.

Para Vieira, o encerramento antecipado representa uma oportunidade perdida de produzir um diagnóstico consistente sobre o avanço de facções e milícias no país. O relatório que será apresentado na terça reflete apenas o que foi possível apurar dentro do prazo original — e sem os cruzamentos de dados que o relator julgava indispensáveis para conclusões mais sólidas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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