Economia

Governo estuda zerar imposto do querosene para conter alta nas passagens

Pacote emergencial inclui crédito de R$ 400 mi pelo Banco do Brasil e adiamento de tarifas à FAB; Fazenda define medidas na terça
Barril de querosene com isenção PIS Cofins querosene aviação destacando medida fiscal governamental para passagens aéreas

O governo federal estuda zerar o PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) para evitar que a alta do combustível se converta em reajuste de até 20% nas passagens aéreas.

O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apresentou o pacote de propostas ao Ministério da Fazenda na última semana. A definição das medidas está marcada para uma reunião na terça-feira (7).

O movimento ocorre após a Petrobras elevar em mais de 50% o preço do QAV vendido às distribuidoras a partir de abril.

Três frentes no pacote emergencial

O Ministério de Portos e Aeroportos desenhou três ações concretas para tentar conter o impacto do reajuste do QAV nos custos do setor.

A primeira cria linhas de crédito operadas pelo Banco do Brasil, com acesso de até R$ 400 milhões por companhia aérea e prazo de pagamento até o final de 2026.

A segunda — e mais simbólica — propõe zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, um dos maiores custos operacionais das empresas do setor. A decisão depende do aval da Fazenda.

A terceira prevê postergar o pagamento das tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira (FAB), negociação conduzida diretamente entre a FAB e o Ministério da Fazenda.

O pacote formalizado pelo ministro Tomé Franca é o desdobramento do movimento iniciado logo após a Petrobras anunciar a alta de mais de 50% no querosene de aviação a partir deste mês.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) advertiu que o reajuste no QAV pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar, contudo, eventual repasse direto ao preço das passagens.

Petróleo, guerra e efeito global

A pressão sobre o QAV não é um fenômeno isolado. O preço do petróleo no mercado internacional avançou puxado pelo conflito no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O problema tampouco é exclusividade do Brasil: desde março, companhias europeias e asiáticas já cancelavam voos e reajustavam tarifas em até 20% diante da mesma pressão do querosene, cujo preço dobrou no mercado global desde o início da guerra.

Para suavizar os efeitos imediatos, a Petrobras anunciou um mecanismo de parcelamento dos pagamentos às distribuidoras — medida paliativa enquanto as propostas estruturais aguardam resposta da Fazenda.

Com especialistas estimando alta de até 20% nas passagens, o governo corre contra o tempo: a reunião de terça-feira (7) deve definir o que vai — ou não — chegar ao bolso do passageiro.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Relator da CPI do Crime Organizado pede mais 60 dias de trabalhos

Beneficiários sem biometria têm até 2027 para emitir nova identidade

Petróleo acima de US$ 100 força 4ª alta seguida na projeção de inflação

Lula lança pacote bilionário de estímulos com olho nas urnas de 2026