Política

Alckmin corta candidatos que apoiam ditadura: ‘não devia nem ser candidato’

Vice-presidente mira Flávio Bolsonaro em despedida do MDIC e minimiza pesquisas favoráveis à oposição
Candidato Flávio Bolsonaro alvo de crítica de Alckmin sobre ditadura nas eleições 2026

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) lançou uma tese incisiva sobre as eleições de 2026: quem defende a ditadura não deveria ter o direito de concorrer. A declaração foi feita nesta sexta-feira (3) durante café da manhã com jornalistas.

O alvo implícito era Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto.

A declaração foi feita no mesmo evento em que Alckmin apresentou o balanço de sua gestão à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O café da manhã com jornalistas marcou sua despedida oficial do ministério — saída confirmada para cumprir o prazo de desincompatibilização antes do pleito de outubro de 2026.

Questionado sobre pesquisas que colocam o candidato da oposição à frente de Lula no segundo turno, Alckmin foi direto: “Pesquisa é momento”. O comentário veio na esteira de levantamentos que mostraram Flávio Bolsonaro encostando em Lula, resultado que também acelerou movimentações no campo da oposição e do PSD.

O vice-presidente ainda comentou a pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência. Para Alckmin, o fenômeno é natural num sistema como o brasileiro. “Diferente de outros países, que têm cinco ou seis partidos, temos mais de 30. É natural que tenha mais candidatos, não vejo problema nisso”, afirmou.

Ele defendeu que o Brasil deveria caminhar para reduzir o número de legendas. “Há um multipartidarismo exagerado — com a cláusula de barreira, ir limitando um pouco o número de partidos. Dificulta a governabilidade, tem de ter menos partidos”, disse.

Alckmin afirmou ter ficado “honrado” com o anúncio feito pelo presidente Lula durante reunião ministerial na última terça-feira (31), quando o petista confirmou publicamente a pré-candidatura do vice para compor sua chapa em 2026.

O vice-presidente adotou tom conciliatório ao falar sobre a campanha que se aproxima. “Vamos suar a camisa. Não vejo como mata-mata ou corrida de cavalo. Uma campanha é um ato de amor, amor ao país, amor ao povo”, declarou.

A saída de Alckmin do MDIC se insere em um calendário eleitoral que começa a moldar o tabuleiro político. Enquanto a base governista se reorganiza em torno da reeleição de Lula, a oposição articula candidaturas — e o vice-presidente já deixa claro que pretende questionar a legitimidade democrática de quem flerta com o passado autoritário.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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