Economia

UE pede home office e voos reduzidos para conter crise energética da guerra no Irã

Comissário Dan Jorgensen enviou carta aos 27 membros alertando para risco de desabastecimento prolongado após preços subirem até 70%
Bandeiras da UE e Irã representando a crise energética UE guerra no Irã e tensão energética europeia

O comissário europeu para energia, Dan Jorgensen, pediu na terça-feira (31/3) que os 27 países-membros da União Europeia se preparem para interrupções prolongadas no fornecimento de energia e adotem medidas imediatas de economia de combustível.

Em carta enviada ao bloco, Jorgensen recomendou o plano de dez pontos da Agência Internacional de Energia (AIE), que inclui home office e redução de voos — medidas que os europeus vinham resistindo a implementar desde o início da guerra no Irã.

A carta de Jorgensen representa uma escalada em relação ao alerta emitido pela própria Comissão Europeia em 13 de março, quando o bloco já avisava sobre o risco de choque inflacionário caso o conflito se prolongasse — cenário que agora parece cada vez mais provável.

Impacto econômico já supera 14 bilhões de euros

Em apenas 30 dias de conflito no Irã, a guerra já acrescentou 14 bilhões de euros aos custos de importação de combustíveis fósseis da União Europeia. Os preços do gás subiram cerca de 70% e os do petróleo, 60% desde o início das hostilidades.

O petróleo Brent chegou a atingir 119 dólares por barril — bem acima dos 70 dólares registrados antes do conflito. Analistas alertam que os preços podem chegar a 200 dólares caso a guerra se agrave ainda mais.

O plano de dez pontos da AIE

O plano que Jorgensen agora pede aos países-membros que adotem é o mesmo que a AIE havia divulgado em 20 de março, quando recomendou trabalho remoto e redução de voos para aliviar a pressão dos preços — mas que, até agora, os europeus resistiam em implementar.

O documento foi originalmente criado em 2022, no início da guerra na Ucrânia, e agora é reativado diante da escassez global diária de 11 milhões de barris de petróleo e mais de 300 milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL) provocada pelo conflito no Oriente Médio.

O comissário também recomendou que os países-membros adiem manutenções programadas em refinarias para manter a produção e se preparem para garantir reservas adequadas de gás antes do próximo inverno europeu. O setor de transportes foi destacado como especialmente vulnerável: mais de 40% das importações de querosene de aviação e diesel da UE dependem do Golfo Pérsico, com poucas alternativas disponíveis no curto prazo.

Mesmo após a AIE coordenar a maior liberação de reservas estratégicas da sua história — 400 milhões de barris desbloqueados a pedido do G7 em março — os preços seguem pressionados, e o comissário europeu reconhece que a crise pode exigir medidas mais estruturais pelo lado da demanda.

Abril promete agravar o desabastecimento

Nesta quarta-feira (1º/4), o chefe da AIE, Fatih Birol, alertou que os problemas de abastecimento decorrentes da guerra se intensificarão no próximo mês. “A perda de petróleo em abril será o dobro da perda de março, além da perda de GNL”, declarou Birol em podcast com o chefe do fundo soberano da Dinamarca, Nicolai Tangen.

Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz foi além e comparou os possíveis efeitos da guerra a uma catástrofe sem precedentes recentes. “Se este conflito se transformar num grande conflito regional, poderá sobrecarregar a Alemanha e a Europa ainda mais do que vivenciamos durante a pandemia da covid-19 ou no início da guerra na Ucrânia”, afirmou.

Jorgensen foi enfático ao defender ação coordenada entre os membros do bloco. “A segurança do abastecimento da União Europeia continua garantida. Mas temos de estar preparados para uma possível interrupção prolongada do comércio internacional de energia. É por isso que precisamos de agir já — e em conjunto”, disse o comissário, antes de uma reunião virtual dos ministros da Energia da UE.

Os alertas ocorrem em meio ao crescente temor de que a guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irã possa se prolongar, elevando o risco de desabastecimento estrutural para o continente europeu.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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