A NASA está a menos de 24 horas do que pode ser o lançamento mais aguardado em meio século. Na quarta-feira, 1º de abril, o superfoguete Space Launch System (SLS) deve decolar do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 19h30 (horário de Brasília), levando quatro astronautas a bordo da cápsula Orion em direção à Lua.
A missão Artemis II será a primeira viagem tripulada ao espaço profundo desde o programa Apollo, encerrado em 1972. A previsão meteorológica aponta 80% de chance de condições favoráveis, mas a agência monitora ventos e formação de nuvens que podem forçar um adiamento.
Voo ao redor da Lua, sem pouso
A Artemis II não vai pousar na superfície lunar. O objetivo é conduzir a cápsula Orion em uma trajetória ao redor do satélite e retornar à Terra em um voo de aproximadamente 10 dias. Se tudo ocorrer conforme planejado, o retorno está previsto para a noite de 10 de abril, segundo a diretora-chefe de voo, Emily Nelson, em coletiva de imprensa.
O SLS tem cerca de 65 metros de altura e é o foguete mais poderoso já desenvolvido pela agência. A missão funcionará como um ensaio geral para voos futuros, testando sistemas de suporte à vida, navegação e comunicação com tripulação em condições reais de espaço profundo.
A janela de lançamento é de duas horas — margem que permite à equipe aguardar variações climáticas e ainda tentar a decolagem no mesmo dia, caso as condições atmosféricas melhorem durante o período.
Ainda assim, basta um único fator fora do padrão — ventos fortes ou nuvens densas — para adiar o lançamento. A agência já reservou novas janelas nos dias seguintes como precaução.
Porta de entrada para a Lua e, depois, Marte
Após sucessivos atrasos, a Artemis II representa mais do que um marco simbólico. A missão é tratada pela NASA como passo essencial antes de qualquer pouso tripulado na Lua — e, em horizonte mais distante, como preparação para expedições com destino a Marte.
É a primeira vez em mais de 50 anos que seres humanos viajarão tão longe no espaço. Diferentemente das missões Apollo, que levaram astronautas à superfície lunar até 1972, este voo é deliberadamente um teste: verificar que todos os sistemas funcionam com tripulação real antes de arriscar um pouso.
Nas próximas horas, equipes técnicas continuarão monitorando o tempo e realizando reuniões de confirmação no Kennedy Space Center. A contagem regressiva já está em andamento e a agência demonstra confiança crescente de que a data será mantida.
