O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu prazo de 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro explicar uma postagem do filho Eduardo em que ele aparece gravando um vídeo prometendo enviá-lo ao pai.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após duas semanas hospitalizado com broncopneumonia. Entre as restrições impostas está a proibição de acessar redes sociais — inclusive por meio de terceiros.
O episódio que gerou a notificação tem origem em um evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos, no último fim de semana. Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA desde fevereiro do ano passado, apareceu nas imagens segurando o celular e afirmando que gravava o conteúdo para mostrar ao ex-presidente.
Ao conceder a prisão domiciliar em 24 de março, Moraes proibiu Bolsonaro de usar qualquer meio de comunicação — inclusive por intermédio de terceiros —, vedação que está diretamente no centro da intimação dirigida ao filho.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022. É por conta dessa condenação que ele cumpre o atual regime domiciliar, com tornozeleira eletrônica e restrição de circulação ao Solar de Brasília.
Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado na Câmara dos Deputados e responde a processo judicial no Brasil por suspeita de ter tentado influenciar autoridades brasileiras durante o julgamento da trama golpista que resultou na condenação do pai.
A tornozeleira instalada no Solar de Brasília já acumula histórico de polêmica. Em novembro, o próprio Bolsonaro admitiu ter usado ferro quente para tentar danificar o dispositivo, episódio que evidencia a tensão permanente em torno das medidas cautelares em vigor.
A reportagem está em atualização.
