Economia

Desemprego sobe no trimestre mas atinge menor patamar histórico para fevereiro

PNAD Contínua aponta 5,8% de desocupação e salário médio recorde de R$ 3.679 no período
Logotipo IBGE em composição com indicadores econômicos sobre desemprego menor nível histórico fevereiro

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 — alta frente ao período anterior (5,2%), mas o menor nível já registrado para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica, em 2012.

São 6,2 milhões de brasileiros buscando emprego sem encontrar, 600 mil a mais do que no trimestre encerrado em janeiro. Os dados são da PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo IBGE.

No comparativo anual, o índice caiu 1 ponto percentual: estava em 6,8% no mesmo período de 2025.

Salário médio bate recorde enquanto ocupação recua

O rendimento real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.679 no período — alta de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% frente ao mesmo intervalo de 2025. O IBGE confirmou que o valor representa novo patamar recorde da série histórica.

A massa de rendimentos — soma de todos os salários pagos no país — atingiu R$ 371,1 bilhões, estável no trimestre, mas com crescimento de 6,9% no ano, o equivalente a R$ 24,1 bilhões a mais circulando na economia.

Informalidade estável e desalento em queda

A população ocupada somou 102,1 milhões de pessoas, queda de 0,8% frente ao trimestre anterior — 874 mil trabalhadores a menos. O nível de ocupação ficou em 58,4%, recuando 0,6 ponto percentual no trimestre, mas ainda 0,4 ponto acima do registrado um ano antes.

A taxa de informalidade se manteve em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores sem carteira assinada ou proteção previdenciária.

Os desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — somavam 2,7 milhões, estáveis no trimestre, mas 14,9% abaixo do registrado um ano antes: 477 mil pessoas a menos nessa condição. A taxa de desalento ficou em 2,4%, com queda de 0,4 ponto percentual no ano.

O fraco crescimento econômico de 2025, quando o PIB avançou apenas 2,3% com a Selic a 15% freando investimentos, já antecipava a pressão sobre o mercado de trabalho que aparece agora no salto trimestral do desemprego.

Alta sazonal e peso político em ano eleitoral

A alta de 0,6 ponto percentual no trimestre reflete em parte um movimento sazonal típico do início do ano, quando contratações desaceleram após o pico do fim de 2025. A população fora da força de trabalho cresceu 0,9% no trimestre, com 608 mil pessoas a mais nessa condição, totalizando 66,6 milhões.

Outros 4,4 milhões de trabalhadores estavam subocupados por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam —, número praticamente estável frente ao trimestre anterior.

O mercado de trabalho ganha peso político especial em 2026, ano de eleições presidenciais. A percepção da população, porém, ainda não absorveu os dados positivos: uma pesquisa Datafolha de março apontou que 46% dos brasileiros veem piora na economia e 48% esperavam aumento do desemprego — previsão que, ao menos no comparativo trimestral, os dados do IBGE confirmaram.

A força de trabalho total — ocupados mais os que procuram emprego — somou 108,4 milhões entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, estável tanto frente ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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