O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitará a China nos dias 14 e 15 de maio para um encontro bilateral com o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. O anúncio foi feito pela Casa Branca nesta quarta-feira (25).
A secretária de imprensa Karoline Leavitt confirmou a viagem a jornalistas e acrescentou que Xi também deve visitar Washington em data posterior, ainda sem acordo entre os dois países.
Cúpula no horizonte, mas tensões no caminho
A visita de Trump à China será a primeira grande cúpula bilateral entre as duas potências em meio à escalada da guerra comercial que marcou o início do segundo mandato republicano. A data ainda está meses à frente, mas o anúncio por si só sinaliza que os dois governos reconhecem a necessidade de um canal direto de comunicação.
O encontro chega em meio à escalada comercial: em março, o governo Trump abriu investigações com base na Seção 301 contra a China e outros 15 países, sinalizando uma nova rodada de tarifas que pode se concretizar ainda antes da visita de maio. Saiba mais sobre as investigações tarifárias abertas por Trump.
Do lado chinês, a agenda também está movimentada. A reunião acontece num momento em que Pequim tem tentado sinalizar disposição ao diálogo: dias antes do anúncio, o premiê Li Qiang prometeu importar mais bens estrangeiros de alta qualidade e criticou o protecionismo em discurso diante de executivos ocidentais — sem citar Trump pelo nome. Leia mais sobre a sinalização de abertura de Li Qiang.
Agenda dupla: Trump em Pequim, Xi em Washington
A estrutura do encontro prevê reciprocidade: além da viagem de Trump à China, a Casa Branca indicou que Xi Jinping deve retribuir a visita com uma ida a Washington, embora nenhuma data tenha sido acordada até o momento.
A diplomacia bilateral entre EUA e China passou por turbulências ao longo de 2025, com rodadas sucessivas de tarifas e contra-tarifas que pressionaram cadeias de suprimentos globais e alimentaram incerteza nos mercados. A confirmação de um encontro presencial em solo chinês é interpretada como um gesto de desescalada — ainda que simbólico — por parte de Washington.
Na quinta-feira (26), Trump presidirá uma reunião de gabinete na Casa Branca, sem relação direta com a viagem, mas num momento em que a política externa americana segue sob escrutínio intenso.
