Política

Coalizão de 30 países articula reabertura do Estreito de Ormuz bloqueado pelo Irã

Reino Unido e França presidirão reunião de chefes militares com postura defensiva e separada da abordagem dos EUA
Coalizão internacional reabertura Estreito de Ormuz com visualização de tráfego marítimo, petróleo e contexto regional

Reino Unido e França vão presidir nesta semana uma reunião virtual com chefes militares de cerca de 30 países comprometidos com a segurança do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã há quase um mês.

A confirmação partiu do Ministério da Defesa britânico à AFP nesta quarta-feira (25). O encontro reunirá os chefes de Estado-Maior das Forças Armadas de países que assinaram um comunicado conjunto pedindo o fim dos ataques a infraestruturas de petróleo e gás no Golfo Pérsico.

Iniciativa europeia com postura defensiva

O comunicado que originou a coalizão foi encabeçado por França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, e recebeu adesão de aproximadamente 30 países, incluindo Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Uma autoridade francesa confirmou o encontro à Reuters e destacou que a reunião terá caráter técnico. Segundo a mesma fonte, a coalizão adotará postura defensiva e sem relação com a abordagem norte-americana — sinal claro de que os europeus querem distância da linha seguida por Washington.

A imprensa britânica noticiou que o Reino Unido propôs sediar, em um segundo momento, uma conferência internacional para lançar formalmente a coalizão.

O bloqueio, que desde meados de março deixou 20 mil tripulantes presos em navios no Golfo Pérsico, é o pano de fundo que levou Reino Unido e França a convocar a reunião desta semana.

Minas e navios militares complicam operação

Vários países acusam o Irã de ter colocado minas no estreito, o que pode exigir uma operação de remoção. Mas França, Itália e Alemanha alertam que nenhuma ação poderia ser realizada no atual contexto de ataques na região.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou no fim de semana que 22 países estavam se preparando para reabrir o estreito, sem detalhar como isso seria feito diante dos navios militares iranianos que controlam a passagem.

O Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta à ofensiva israelense e americana iniciada em 28 de fevereiro. A via concentra cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo e seu bloqueio empurrou o barril para perto de US$ 120.

A iniciativa europeia contrasta com a postura unilateral de Trump, que chegou a cogitar assumir o controle militar do estreito enquanto o barril de petróleo se aproximava de US$ 120. O presidente americano pressiona aliados a participar da segurança de Ormuz, mas o Reino Unido já deixou claro que isso não ocorreria no âmbito da Otan.

Na terça-feira, o Irã declarou que pode garantir passagem segura a “navios não hostis” e afirmou não atacar países aliados. Mesmo assim, muitos navios seguem desviando da rota diante da recusa das seguradoras em assumir os riscos na região.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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