Economia

Petróleo despenca 10% e dólar recua após Trump anunciar pausa no conflito com Irã

Teerã nega negociações e classifica declaração americana como manobra para derrubar preços do petróleo
Queda do petróleo no conflito EUA Irã: tensão entre Trump e Teerã no Oriente Médio

O dólar recuava 0,59%, a R$ 5,27, e o petróleo Brent despencava mais de 10% nesta segunda-feira (23) após o presidente Donald Trump anunciar uma pausa de cinco dias em possíveis ataques a instalações de energia do Irã.

Trump publicou na rede Truth Social que representantes dos dois países tiveram conversas que classificou como produtivas ao longo do fim de semana, tratando de um possível encerramento do conflito no Oriente Médio.

A versão foi imediatamente contestada por agências iranianas ligadas ao governo, que afirmaram não haver qualquer negociação em curso.

No mercado de petróleo, o recuo foi abrupto. O Brent caía 10,23%, a US$ 100,71 o barril, chegando a operar abaixo de US$ 100 durante a manhã. O WTI recuava 10,39%, cotado a US$ 88. Horas antes, o Brent havia chegado a US$ 113, em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã.

Trump havia ameaçado no sábado (21) “obliterar” usinas de energia iranianas caso o país não reabrisse totalmente o Estreito de Ormuz em até 48 horas — prazo que se encerraria por volta das 19h44 desta segunda-feira, no horário de Brasília. Como resposta, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou fechar completamente o estreito e atacar instalações em Israel e em bases militares americanas no Golfo.

O movimento repete um padrão já visto no conflito: quando Trump sinalizou que a guerra estava “praticamente concluída” dez dias atrás, o dólar chegou a R$ 5,17 — antes de subir novamente com a nova escalada das tensões.

Irã nega negociações

Três agências estatais iranianas contradisseram a narrativa americana. A Fars, associada à Guarda Revolucionária, afirmou que não há negociações em andamento e disse que Trump teria recuado após ameaças de Teerã de atacar instalações energéticas no Golfo.

A Tasnim foi ainda mais direta: não houve nem haverá negociações entre os dois países. Segundo o veículo, declarações desse tipo fariam parte de uma tentativa de pressão política. A agência Mehr acrescentou que o chanceler iraniano avaliou que o objetivo era pressionar os preços do petróleo e do gás para baixo — e advertiu que o Estreito de Ormuz não voltaria às condições anteriores ao conflito.

Nos mercados financeiros, o alívio foi seletivo. Antes da abertura de Wall Street, os futuros do S&P 500 e da Nasdaq subiam 2,45%, e os contratos do Dow Jones avançavam 2,65%. Na Europa, o CAC 40 subia 0,94% e o DAX alemão avançava 1,28%; o britânico FTSE 100 recuava levemente, 0,11%.

O contraste ficou evidente nas bolsas asiáticas, que encerraram antes do anúncio de Trump. Na China, o índice de Xangai caiu 3,63% — o pior desempenho desde abril de 2025. O CSI300 recuou 3,26%, ao menor nível de fechamento em seis meses. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 3,54%. No Japão, o Nikkei caiu 3,48%, e a Coreia do Sul registrou a maior baixa do dia: o Kospi recuou 6,49%.

No Brasil, dois temas adicionais pressionam o radar dos investidores. A alta do diesel a R$ 7,65 reflete uma trajetória que vinha se agravando desde meados de março, quando o Brent saiu de US$ 60 para quase US$ 110, segundo levantamento da ANP, que registrou aumento de 20,6% na segunda semana do mês. O presidente Lula sinalizou na sexta-feira que a Petrobras pode recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia — antiga Rlam, alienada durante o governo anterior.

A pausa anunciada por Trump vem após aliados como Alemanha, Japão e Austrália recusarem enviar navios de guerra ao Estreito de Ormuz, deixando Washington a administrar a crise praticamente sozinho — o que aumentou a pressão por uma saída diplomática.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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