Meio ambiente

Lula amplia Parque Nacional do Pantanal ao abrir COP15 em Campo Grande

Decreto expande unidades de conservação em dois estados durante conferência sobre espécies migratórias
Lula e fauna do Pantanal ilustram a ampliação Parque Nacional Pantanal COP15 para proteção de espécies.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou neste domingo (22) um decreto que amplia o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a Estação Ecológica do Taiamã, em Mato Grosso.

O ato aconteceu durante a abertura da COP15, conferência internacional sobre espécies migratórias realizada em Campo Grande (MS). A medida também cria a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, em Minas Gerais.

A conferência começa oficialmente nesta segunda-feira (23) e reúne governos, cientistas e organismos de mais de 130 países.

O Pantanal na mira da proteção ambiental

A escolha de Campo Grande como sede da COP15 teve motivação estratégica. O Pantanal abriga mais de 650 espécies de aves e está na rota de cerca de 180 espécies migratórias, o que torna a região central para os temas da conferência — argumento que o próprio Lula reforçou ao definir Mato Grosso do Sul como “porta de entrada” da maior planície alagável tropical do mundo.

O bioma é considerado um dos menos protegidos do Brasil, o que conferiu peso político à assinatura do decreto durante o evento.

O que muda com o decreto

A medida amplia o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a Estação Ecológica do Taiamã, unidades de conservação já existentes no Mato Grosso. Também é criada a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, em Minas Gerais — modelo que concilia uso sustentável com preservação.

A ministra Marina Silva abriu o encontro antes de Lula e defendeu ações que equilibrem desenvolvimento econômico, infraestrutura e conservação. Ela enumerou as principais ameaças às espécies migratórias: perda de habitats, exploração excessiva de recursos naturais, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras.

A repercussão dentro da COP15 foi imediata. João Paulo Capobianco, presidente designado da conferência e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, classificou os anúncios como “imenso avanço” no cumprimento dos compromissos internacionais do Brasil na Convenção sobre Espécies Migratórias.

Capobianco destacou que as medidas reforçam o papel do país como liderança global na proteção de habitats críticos — uma sinalização direcionada também ao cenário de tensões geopolíticas mencionado por Lula em seu discurso.

Marina Silva ressaltou a importância do evento para a América Latina e alertou para os impactos da crise climática sobre a biodiversidade global.

A programação de domingo incluiu dois painéis preparatórios sobre zonas úmidas e infraestrutura antes do início oficial da conferência. Lula deixou o estado logo após o evento.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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