O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou neste sábado (21) um ultimato direto ao Irã: reabrir totalmente o Estreito de Ormuz em 48 horas — ou ver suas usinas de energia “obliteradas” por uma ofensiva americana.
A ameaça foi publicada em uma rede social em meio a um dos dias mais tensos do conflito: o Irã disparou mísseis de longo alcance contra Israel pela primeira vez, e um bombardeio iraniano deixou ao menos cem pessoas feridas em solo israelense.
Escalada que vem se acumulando há semanas
O Estreito de Ormuz está bloqueado desde o início de março, quando o Irã declarou o fechamento da passagem como retaliação pela morte do líder supremo Ali Khamenei. Desde então, cada semana trouxe um novo degrau na tensão entre Washington e Teerã.
Na semana passada, Trump já havia escalado o tom ao ameaçar destruir embarcações iranianas após a inteligência americana detectar que o Irã estava posicionando minas navais na passagem. Dias antes, o presidente havia avaliado assumir o controle militar do estreito e prometido destruir o Irã caso o país tentasse bloquear o fluxo de petróleo pela rota.
Resposta iraniana
As Forças Armadas do Irã responderam ao ultimato afirmando que qualquer ataque à infraestrutura de energia e combustíveis do país resultará em represálias diretas. O comando foi categórico: se instalações iranianas forem atingidas, todas as infraestruturas de energia pertencentes aos Estados Unidos na região serão alvo.
Bombardeios e mísseis de longo alcance marcam o fim de semana
O bombardeio iraniano mais recente deixou ao menos cem pessoas feridas em solo israelense. O ataque atingiu uma região localizada a pouca distância de uma instalação nuclear de Israel — um alvo de altíssima sensibilidade estratégica.
Ainda mais significativo foi o uso, pela primeira vez no conflito, de mísseis de longo alcance disparados pelo Irã contra o território israelense. O movimento representa uma mudança qualitativa nas operações militares iranianas e expande o risco de ataques para áreas além do Oriente Médio.
A conjunção de ultimatos americanos, represálias iranianas e ataques a Israel elevou a tensão regional a um novo patamar. O prazo de 48 horas imposto por Trump termina na segunda-feira — e o cenário dependerá de como Teerã responderá nas próximas horas.
