Política

Bolsonaro evolui bem na UTI mas segue internado sem previsão de alta

Defesa renova pedido de prisão domiciliar ao STF enquanto ex-presidente trata pneumonia bacteriana e dor mandibular
Bolsonaro na UTI com pneumonia: prisão domiciliar em decisão do STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta evolução clínica favorável na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em Brasília, mas segue internado sem previsão de alta, conforme boletim divulgado neste sábado (21).

Bolsonaro trata pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração e iniciou também tratamento odontológico por dor na região mandibular direita.

O boletim médico do DF Star detalha que o ex-presidente “segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”. Apesar da melhora clínica, a equipe médica não estabeleceu prazo para a alta hospitalar.

Bolsonaro cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, o Papudinha, por tentativa de golpe de Estado. A unidade dispõe de apoio médico 24 horas, fisioterapia, barra de apoio na cama e cozinha — estrutura que a defesa havia citado como adequada para sua condição.

Com a internação se prolongando, os advogados apresentaram novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitando prisão domiciliar para o ex-presidente. A defesa pediu que Moraes reconsiderasse a decisão anterior, que já havia rejeitado o benefício.

A internação teve início em 13 de março, após episódio de vômitos e falta de ar na madrugada — fato que contraria o laudo da Polícia Federal que havia embasado a negativa do pedido anterior de prisão domiciliar, o mesmo benefício que a defesa agora renova com o ex-presidente na UTI.

Histórico de intercorrências desde a prisão

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal durante o período de reclusão. Em setembro do ano passado, ainda em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico por vômitos, tontura e queda de pressão arterial.

Em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente foi internado após bater a cabeça em um móvel da cela. Dias depois, a pedido da defesa, foi transferido para a Papudinha — unidade escolhida justamente pela infraestrutura de apoio à saúde.

O padrão de complicações médicas durante a reclusão tem alimentado a estratégia jurídica da defesa, que recorre sistematicamente ao argumento da saúde do ex-presidente para pleitear condições diferenciadas de cumprimento de pena junto ao STF.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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