O advogado Dario Durigan, 43 anos, assumirá nesta quinta-feira (19) o comando do Ministério da Fazenda no lugar de Fernando Haddad, que deixa a pasta para disputar o governo de São Paulo.
Indicado pelo presidente Lula, Durigan atua como secretário-executivo da pasta desde 2023 e participou da elaboração das principais medidas econômicas do governo, incluindo aumentos de tributos e a regulamentação da reforma tributária.
Perfil do novo ministro
Formado em direito pela USP, Durigan tem trajetória no setor público e privado. Antes de ingressar no Executivo federal, foi consultor na Advocacia-Geral da União entre 2017 e 2019, e diretor de Políticas Públicas do WhatsApp de 2020 a 2023.
Ele também participou da equipe de Haddad na prefeitura de São Paulo entre 2015 e 2016. Com perfil mais discreto que seu antecessor, é visto como bom articulador junto aos setores da economia real.
Desafios à frente
Durigan herda uma pauta pesada. Em 2026, o governo trabalha para implementar a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), novo imposto sobre consumo, com normas operacionais de transição sendo divulgadas neste ano.
O ministro também deverá conduzir a regulamentação do imposto seletivo, chamado de “imposto do pecado”, sobre produtos com externalidade negativa como bebidas alcoólicas e cigarros — tema polémico em ano eleitoral.
No фронт fiscal, a meta é retomar o supervít das contas públicas dentro dos limites do arcabouço fiscal. Analistas alertam que o espaço para gastos livres dos ministérios será apertado, o que pode gerar bloqueios de despesas.
Cenário econômico adversas
Outro desafio é o cenário internacional. A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito), o que pressiona a inflação via preços de combustíveis e pode limitar a queda dos juros.
O Ministério da Fazenda já anunciou pacote de medidas, incluindo redução de impostos e subsídios para o diesel, para mitigar os efeitos.
A transição ocorre em meio à campanha presidencial de Lula à releição, período marcado por embates políticos e divulgação de notícias falsas.
