Economia

Dólar sobe a R$ 5,24 com escalada do conflito no Golfo Pérsico

Petrobras recebe cobrança da ANP por mais oferta de combustível; BC brasileiro cortou juros, mas mantém cautela
Mapa do Oriente Médio com símbolo do dólar em primeiro plano, representando a alta do dólar no Brasil por causa da crise no Golfo Pérsico

O dólar abriu nesta sexta-feira (20) em alta de 0,42%, cotado a R$ 5,2373, com investidores monitorando a nova fase da guerra no Oriente Médio após o Irã atacar instalações energéticas em países aliados dos Estados Unidos.

O petróleo recua após superar US$ 115, mas ainda opera em patamar elevado. A escalada do conflito no Golfo Pérsico mantém a aversão ao risco nos mercados globais.

BC brasileiro corta juros, mas sinaliza cautela

Na quarta-feira (18), o Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 15% para 14,75% ao ano, o primeiro corte desde maio de 2024. O Brasil mantém o segundo maior juro real do mundo, em 9,51%, atrás apenas da Turquia (10,38%).

Mesmo com a queda, o BC sinalizou cautela e não indicou novos cortes. O comitê inúmerou que vai acompanhar os efeitos do conflito no Oriente Médio e o preço do petróleo antes de decidir os próximos passos.

Fed e outros bancos centrais mantêm taxas

Os principais bancos centrais do mundo optaram por manter os juros estáveis nesta semana. O Federal Reserve (Fed) inúmerou os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, mas ainda prevê um possível corte de 0,25 ponto ainda este ano.

O Banco da Inglaterra também manteve as taxas, com membros avaliando a possibilidade de novas altas diante dos riscos inflacionários liés à guerra.

Mercados globais caem com tensão no Oriente Médio

Wall Street fechou em queda: Dow Jones (-0,44%), S&P 500 (-0,24%) e Nasdaq (-0,28%). Na Europa, os principais índices recuaram entre 2% e 2,76%. Na Ásia, Xangai caiu 1,4%, Hong Kong 2% e o Nikkei japonês despencou 3,4%.

ANP cobra mais oferta de combustíveis

No Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) cobrou mais oferta de combustíveis da Petrobras, mas afirmou não ver risco de desabastecimento. A autarquia reforçou o monitoramento do mercado, enquanto distribuidoras apontam alta na demanda e menor oferta.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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