Política

TCU manda MEC bloquear Pé-de-Meia pago a CPFs de pessoas mortas

Auditoria revelou pagamentos indevidos a falecidos e a estudantes sem perfil para receber o benefício
Fachada do Tribunal de Contas da União com bandeiras brasileiras, representando a suspensão de pagamentos do Pé-de-Meia a CPFs de pessoas mortas

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Ministério da Educação (MEC) suspenda os pagamentos do Pé-de-Meia vinculados a CPFs de pessoas falecidas entre 2009 e 2025.

A decisão também exige o bloqueio dos valores já depositados nas contas poupança desses beneficiários. O MEC tem 60 dias para cumprir as medidas.

A determinação veio após uma auditoria da Corte identificar inconsistências no cadastro de elegibilidade do programa federal de incentivo a estudantes do ensino médio público.

O que o TCU determinou

Além dos casos de CPFs de mortos, o TCU estendeu as medidas a estudantes identificados como falecidos nos anos de 2024 e 2025, exigindo a suspensão imediata dos incentivos financeiros.

O MEC também deverá analisar beneficiários com indícios de renda familiar per capita superior ao limite estabelecido pelo programa. Confirmada a inelegibilidade, os pagamentos serão interrompidos e os saldos em poupança, bloqueados.

Outra frente envolve estudantes que ingressaram no Pé-de-Meia no primeiro semestre de 2024 — antes da ampliação do programa — sem pertencer a famílias inscritas no Bolsa Família. Se confirmado que esses estudantes não faziam parte de famílias de baixa renda à época, o MEC deverá suspender os pagamentos e bloquear os valores creditados.

Ministério do Desenvolvimento também é cobrado

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome também recebeu determinações e terá 60 dias para avaliar inconsistências ligadas ao uso de CPFs de falecidos vinculados ao programa.

A pasta deverá reavaliar beneficiários que também recebem o Bolsa Família no primeiro semestre de 2024, mas cuja renda per capita familiar ultrapassa meio salário mínimo — teto previsto nas regras do programa. Confirmadas as inconsistências, as famílias deverão ser desligadas do Bolsa Família.

O ministério ainda terá de revisar casos em que rendimentos registrados na RAIS de responsáveis por estudantes impactam o cálculo da renda familiar no CadÚnico. Irregularidades confirmadas devem ser corrigidas para garantir maior precisão na execução das políticas públicas.

Programa e suas fragilidades

Criado em 2024, o Pé-de-Meia oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio público com o objetivo de combater a evasão escolar e ampliar o acesso à universidade e ao mercado de trabalho.

A decisão do TCU expõe falhas sistêmicas no controle de elegibilidade de um dos principais programas sociais do governo Lula. Pagamentos feitos a CPFs de pessoas falecidas há mais de uma década revelam fragilidades no cruzamento de bases de dados entre os ministérios envolvidos.

O programa já enfrentava turbulências operacionais antes da determinação do TCU: em março, concluintes do ensino médio de 2025 aguardavam depósitos atrasados enquanto o MEC esperava dados das redes estaduais de ensino. Saiba mais sobre os atrasos nos pagamentos do Pé-de-Meia a concluintes de 2025.

Além das determinações, o TCU emitiu recomendações aos órgãos envolvidos para aprimorar os mecanismos de verificação cadastral e prevenir novas irregularidades na execução do benefício.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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