Economia

Superquarta e guerra no Oriente Médio seguram dólar perto de R$ 5,21

Corte esperado da Selic, decisão do Fed e impasse no Estreito de Ormuz dividem atenção dos investidores

O dólar iniciou a quarta-feira (18) praticamente estável, cotado a R$ 5,2123 com alta de 0,25% às 9h24. A Superquarta — dia em que Brasil e Estados Unidos anunciam suas decisões de juros — e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio mantêm o mercado em compasso de espera.

A expectativa é de que o Copom reduza a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano — o primeiro corte desde maio de 2024, encerrando quase dois anos sem redução.

Fed estável enquanto EUA usam bombas para reabrir o Estreito de Ormuz

Do lado americano, o Federal Reserve deve manter os juros inalterados nesta Superquarta. Sem sinal de trégua no conflito entre EUA, Israel e Irã, economistas avaliam que os impactos — locais e globais — dependerão da duração da guerra, já em sua terceira semana.

O Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã desde o início do conflito, permanece no centro das tensões. Os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação iranianos ao longo da principal rota global de petróleo, com o objetivo declarado de reabrir a passagem.

Na véspera, Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália já haviam rejeitado o pedido de Trump por apoio militar no Estreito — e agora a França se junta à lista crescente de aliados da OTAN que recusam intervir na crise. Trump chamou a recusa de “erro muito tolo”.

Infraestrutura energética da região sob ataque

Segundo a Reuters, o porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, teve carregamentos parcialmente interrompidos após um terceiro ataque em quatro dias, enquanto o campo de gás Shah opera com atividades suspensas — reduzindo a produção do terceiro maior produtor da Opep em mais da metade.

Israel afirmou ter eliminado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, em um bombardeio de precisão em Teerã. A informação, divulgada por autoridades israelenses, não foi confirmada pelo governo iraniano.

Com o petróleo acima de US$ 100 o barril, os riscos para a inflação global se intensificam. Na semana passada, o barril chegou a despencar mais de 11% em um único pregão após Trump sinalizar uma resolução mais rápida do conflito — mas o alívio durou pouco, e os preços voltaram a subir.

Guerra chega às bombas: diesel, caminhoneiros e investigação federal

A escalada do petróleo já repercute no bolso do brasileiro. O reajuste recente no preço do diesel pela Petrobras, combinado à alta da commodity, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem nova paralisação.

O Ministério da Justiça anunciou que a Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. O Procon também está monitorando o setor.

IGP-10 recua e Wall Street sobe à espera do Fed

O IGP-10 de março, divulgado pela FGV, registrou queda de 0,24% — acumulando recuo de 2,53% em 12 meses, puxado pela redução de preços de alimentos e matérias-primas no atacado. Para o consumidor, os preços ficaram estáveis; na construção civil, subiram de forma mais moderada.

No exterior, Wall Street fechou em alta na véspera: Dow Jones avançou 0,10%, S&P 500 subiu 0,25% e Nasdaq registrou ganho de 0,47%, todos atentos à decisão do Fed. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente no vermelho — Xangai caiu 0,9%, CSI300 recuou 0,7% e Nikkei perdeu 0,1%, pressionados pelas incertezas do conflito.

No cenário político, pesquisa Genial/Quaest indica que 56% dos brasileiros já têm voto definido para presidente, com eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro apresentando maior firmeza — acima de 60% de decisão consolidada. Apoiadores de Ratinho Júnior e Romeu Zema aparecem mais propensos a mudar de candidato.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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