Política

Paquistão bombardeia Cabul e mata ao menos 6 civis, diz Talibã

Conflito entre os dois países entra na terceira semana com drones, retaliações e pressão internacional crescente

O governo do Talibã acusou o Paquistão de bombardear casas civis em Cabul e outras províncias afegãs na madrugada desta sexta-feira (13). Ao menos seis pessoas morreram e mais de uma dezena ficaram feridas nos ataques.

Os combates entre os dois países entram na terceira semana consecutiva. Islamabad confirma as operações militares, mas nega ter alvejado civis.

Ataques atingem combustível da ONU e zonas residenciais

O porta-voz afegão Zabihullah Mujahid afirmou que aeronaves paquistanesas destruíram depósitos de combustível da companhia privada Kam Air no aeroporto de Kandahar. A empresa abastece tanto voos civis quanto aeronaves das Nações Unidas — o que eleva o alcance humanitário do episódio.

Nas províncias de Paktia e Paktika, e na capital Cabul, os bombardeios atingiram zonas residenciais. O porta-voz da polícia da capital, Khalid Zadran, confirmou ao menos quatro mortos, incluindo crianças, e 15 feridos só em Cabul. Em Nangarhar, um morteiro paquistanês matou uma mulher e uma criança. Dois dias antes, a ONU havia contabilizado 56 civis mortos no conflito — metade crianças — e pedido o fim imediato das hostilidades.

Paquistão afirma ter alvejado apenas militantes

O Ministério da Informação do Paquistão confirmou os ataques aéreos, descrevendo-os como bem-sucedidos contra quatro esconderijos de militantes e infraestrutura de apoio. Islamabad nega que civis tenham sido alvejados. O ministro Attaullah Tarar afirmou que 663 combatentes afegãos morreram desde o início dos combates.

No mesmo dia, uma bomba à beira de estrada matou seis policiais no distrito de Lakki Marwat, noroeste paquistanês. A autoria não foi reivindicada, mas a suspeita recai sobre o TTP (Tehrik-e-Taliban Pakistan), grupo que frequentemente executa esse tipo de ação.

Drones, contrataques e mediação chinesa

Cabul afirma ter respondido com drones e ofensivas contra instalações militares em Kohat. A inteligência afegã alegou ter lançado dois aparelhos contra uma base próxima a Islamabad — versão negada pelo Paquistão, que afirma tê-los interceptado com guerra eletrônica sem causar danos. O TTP também teria tentado usar três drones em Kohat, todos derrubados pelas forças paquistanesas.

Em meio ao conflito, o enviado especial da China, Yue Xiaoyong, viajou de Cabul a Islamabad para conversas com o homólogo paquistanês Mohammad Sadiq. Os dois discutiram as ameaças de grupos terroristas e a necessidade de esforços coletivos pela estabilidade regional. Os apelos internacionais por contenção, porém, não surtiram efeito significativo.

Raízes do conflito

A disputa tem origem na convicção de Islamabad de que o governo talibã abriga grupos responsáveis por ataques dentro do Paquistão — acusação que o Talibã rejeita. Desde a retomada do poder em 2021, o TTP intensificou operações no território paquistanês. Islamabad afirma que as ofensivas continuarão até que Cabul tome medidas verificáveis para conter os militantes. Um cessar-fogo mediado pelo Catar havia encerrado os combates em outubro, mas negociações realizadas na Turquia em novembro não produziram acordo duradouro.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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