O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feira (13) que médicos têm a obrigação de orientar corretamente os pacientes sobre o uso do Ozempic.
Em declaração, Lula chamou a questão de "delicada" e reforçou que hábitos alimentares saudáveis e atividade física devem acompanhar qualquer tratamento.
"As pessoas têm que aprender a tirar bunda da cadeira e andar um pouco", afirmou o presidente.
Para Lula, o debate em torno do Ozempic exige responsabilidade médica e mudança de comportamento. O médico, segundo ele, não pode abrir mão de orientar corretamente quem busca o medicamento.
"Essa questão da Ozempic é delicada, não podemos tirar do médico a obrigação de o médico orientar corretamente as pessoas", disse o presidente.
Lula criticou a ideia de usar o Ozempic como atalho para emagrecer sem comprometimento com a alimentação. Em suas palavras, não faz sentido "dar injeção de presente para emagrecer" se a pessoa quer continuar comendo da mesma forma — citou como exemplo quem consome rabada quatro vezes por dia.
O chefe do Executivo também defendeu que o governo tem obrigação de orientar a população. Para ele, a qualidade da comida vem em primeiro lugar: "somos obrigados a orientar as pessoas que eles precisam comer comida saudável".
A declaração toca em dois pontos centrais do debate sobre o medicamento: o papel do médico na prescrição e orientação do paciente, e a necessidade de mudança de comportamento alimentar como parte do processo de emagrecimento.
Ao afirmar que "somos obrigados" a orientar a população, o presidente posiciona o governo como promotor ativo de hábitos saudáveis — não apenas como regulador do acesso a medicamentos.
A referência a quem come rabada quatro vezes por dia serviu de exemplo para ilustrar a contradição entre buscar emagrecimento por via farmacológica sem alterar a dieta — argumento que reforça a posição do Executivo de que educação alimentar deve acompanhar qualquer intervenção médica.