Política

Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que pretendia visitar Bolsonaro preso

Darren Beattie foi barrado após suspeita de mentira na solicitação do visto; Lula impõe condição de reciprocidade

O Brasil barrou a entrada de Darren Beattie, assessor de Donald Trump para assuntos brasileiros, após o Itamaraty revogar seu visto. Beattie planejava visitar o país na semana seguinte.

Fontes ligadas à diplomacia brasileira revelaram à GloboNews que o governo acredita que o secretário americano mentiu ao pedir o visto — o real objetivo seria visitar Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

Moraes no centro da disputa

Visitas ao ex-presidente Bolsonaro na Papudinha dependem de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do processo que o levou à cadeia. A defesa enviou pedido na terça-feira (10) solicitando visita excepcional nos dias 16 ou 17 de março, alegando limitações de agenda do americano.

Moraes autorizou a visita, mas apenas para a quarta-feira (18) — data regular de visitas na unidade, que ocorrem às quartas e sábados. No dia seguinte, a defesa pediu nova reconsideração de data. O ministro também solicitou ao Itamaraty esclarecimentos sobre a agenda diplomática oficial de Beattie no Brasil.

Reciprocidade como resposta

O governo brasileiro aplicou o princípio de reciprocidade ao revogar o visto, afirmando usar a mesma regra adotada internacionalmente — inclusive pelos próprios Estados Unidos. O pano de fundo é a retaliação ao episódio de agosto do ano passado, quando Washington cancelou os vistos da mulher e da filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao passo que o visto do próprio ministro já estava vencido.

O presidente Lula deixou clara a posição do governo: Beattie só entrará no Brasil quando o ministro Padilha puder entrar nos Estados Unidos. A declaração converteu o caso em uma disputa diplomática aberta entre Brasília e Washington.

A embaixada americana no Brasil não detalhou os reais objetivos da missão. Limitou-se a informar que Beattie viajaria “para promover a agenda de política externa America First” — doutrina do governo Trump que prevê reajuste da presença militar americana no hemisfério ocidental diante de ameaças urgentes.

A tentativa de visita de Beattie não é um episódio isolado. Ela faz parte de uma ofensiva mais ampla da ala MAGA contra o Brasil, que inclui pressões para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas — frente para a qual assessores do próprio Lula admitem não ter resposta fácil.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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