Política

Irã fecha Estreito de Ormuz e ameaça abastecimento global de petróleo

Minas navais e drones da Guarda Revolucionária bloqueiam corredor por onde circula 20% do petróleo mundial

O Estreito de Ormuz, corredor de apenas 33 km de largura pelo qual passa 20% de todo o petróleo produzido no planeta, está sob bloqueio iraniano desde o início de março de 2026.

A Guarda Revolucionária assumiu o controle da passagem com minas navais e drones, após Estados Unidos e Israel lançarem ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro.

Teerã confirmou o fechamento e ameaçou incendiar qualquer embarcação que tentasse cruzar o estreito, paralisando uma rota por onde transitam diariamente entre US$ 300 milhões e US$ 360 milhões em petróleo.

A rota de maior valor energético do planeta

Pelo estreito também circula até 25% do gás natural global, com destino principalmente a China, Índia, Coreia do Sul e Japão. Em condições normais, a passagem movimenta entre US$ 300 milhões e US$ 360 milhões em petróleo por dia — tornando-a o corredor marítimo de maior concentração energética do mundo.

Com o fechamento, o tráfego de navios na região despencou abruptamente. Especialistas apontam que a estratégia iraniana mira no medo de uma ruptura no abastecimento mundial — tática já utilizada em 2019, quando o país foi acusado de atacar petroleiros na área. Para o governo de Teerã, a ameaça de uma crise global funciona como instrumento de pressão internacional.

O arsenal de minas no estreito

O bloqueio é sustentado por três categorias de armamentos: minas de contato, que detonam ao toque; minas de influência, ativadas por sensores de proximidade; e minas remotas operadas diretamente pela Guarda Revolucionária. Os artefatos são lançados rapidamente e permanecem submersos sem qualquer sinal visível para os navegadores.

Fontes citadas pela Reuters confirmaram que cerca de uma dúzia de artefatos já está instalada no estreito. Projeções do comando militar iraniano chegam a estimar o barril de petróleo a US$ 200 caso o bloqueio se prolongue.

O uso de minas no Golfo Pérsico remete a um precedente histórico: em 1991, durante a Guerra do Golfo, cerca de duas mil minas espalhadas pelo regime de Saddam Hussein afetaram o abastecimento energético de dezenas de países, incluindo o Brasil.

EUA na ofensiva e 20 mil marinheiros à espera

O presidente Donald Trump declarou que um dos objetivos americanos é aniquilar a Marinha iraniana, afirmando que os EUA derrubaram 42 embarcações inimigas. A tensão escalou nesta semana com o afundamento de uma fragata iraniana por um submarino americano próximo ao Sri Lanka — ação sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial. Ao menos 87 corpos foram recuperados e 32 tripulantes resgatados.

A escalada não ocorreu sem aviso. Antes mesmo do fechamento oficial, Trump já havia ameaçado atacar o Irã vinte vezes mais forte caso o país interferisse no fluxo de petróleo — declaração que empurrou o barril a quase US$ 120 e derrubou bolsas ao redor do mundo.

Os efeitos práticos do bloqueio foram imediatos: quatro navios foram atacados no mesmo dia em que o Brent superou US$ 92, e os líderes do G7 convocaram videoconferência de emergência para discutir a crise energética.

Enquanto isso, a ONU alerta que 20 mil tripulantes estão retidos a bordo de navios no Golfo Pérsico, aguardando a reabertura total do estreito. Trump sinalizou que os EUA podem escoltá-los, mas até o momento a passagem permanece parcialmente fechada.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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