Política

Defesa de Vorcaro descarta delação e foca em julgamento de prisão no STF

Com Toffoli suspeito, Segunda Turma decide o futuro do banqueiro com apenas quatro votos

A defesa de Daniel Vorcaro descartou nesta quinta-feira (12) qualquer negociação de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. A declaração veio um dia antes do início do julgamento de sua prisão preventiva no STF.

Dois advogados estiveram com o banqueiro no Presídio de Segurança Máxima de Brasília na quarta-feira (11), em conversa sem gravação autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso.

Para a defesa, o foco é exclusivamente o julgamento na Segunda Turma do STF, que começa na sexta-feira (13) no plenário virtual.

Julgamento com placar reduzido após suspeição de Toffoli

A Segunda Turma do STF analisará no plenário virtual a decisão de André Mendonça que prendeu preventivamente Vorcaro em 4 de março. Os ministros têm até o dia 20 de março para registrar seus votos no sistema eletrônico.

O julgamento, porém, começa com um placar já reduzido. Dias Toffoli, primeiro relator da investigação no STF, anunciou na noite de quarta-feira (11) que se declara suspeito e não participará da votação. Com Toffoli fora, a Segunda Turma inicia a votação com apenas quatro votos válidos para decidir o futuro do banqueiro preso desde 4 de março.

Toffoli alegou “motivo de foro íntimo”, sem detalhar as razões — mas a situação é conhecida: o ministro é sócio de uma empresa que vendeu a fundos ligados a Vorcaro uma participação no Resort Tayayá. O ministro deixou também a relatoria de um pedido de instalação de CPI na Câmara dos Deputados para investigar o caso Master. O ministro Cristiano Zanin foi sorteado para assumir o pedido.

Além do relator André Mendonça, a Segunda Turma é composta por Gilmar Mendes (presidente do colegiado), Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. São eles que definirão se a prisão preventiva decretada em 4 de março se mantém.

Visita sem gravação e pedido de livros na cela

A reunião dos advogados com Vorcaro no presídio seguiu autorização concedida pelo ministro Mendonça. A decisão de Mendonça de autorizar visitas diárias sem gravação foi lida por ministros do STF como abertura para conversas preliminares sobre delação — cenário que a defesa agora descarta publicamente.

Durante o encontro, o banqueiro pediu que seus advogados trouxessem livros para o período de detenção. Atualmente, o único exemplar em sua cela é uma Bíblia.

Vorcaro cumpre o período de triagem no presídio de Brasília — etapa obrigatória de 20 dias de isolamento em que o detento fica sem contato com outros presos e sem acesso à televisão.

A declaração de suspeição de Toffoli tem raiz direta no vínculo com fundos ligados a Vorcaro — o mesmo ministro que dias antes havia negado ter acessado os dados do celular do banqueiro durante a relatoria.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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