Saúde

Anvisa registra cenobamato e amplia opções para epilepsia grave no Brasil

Medicamento elimina todas as crises em 20% dos pacientes resistentes e deve chegar às farmácias brasileiras ainda em 2026

A Eurofarma recebeu da Anvisa o registro do XCOPRI (cenobamato), medicamento para controle de crises epilépticas, abrindo caminho para sua chegada às farmácias brasileiras ainda em 2026.

O neurologista William Martins, professor da PUC-RS, classifica o fármaco como uma mudança de paradigma no tratamento da epilepsia — especialmente para pacientes que já esgotaram outras opções e convivem com crises frequentes.

O cenobamato se destaca pela eficácia na chamada epilepsia farmacorresistente, forma grave da doença que não responde aos medicamentos convencionais.

Como o cenobamato age no cérebro

A epilepsia se manifesta quando há atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro. O cenobamato age em duas frentes para estabilizar esse funcionamento: regula canais de sódio e potencializa receptores GABA, reduzindo a probabilidade de uma crise ocorrer.

Para pacientes com epilepsia farmacorresistente — aqueles que já tentaram ao menos dois anticonvulsivantes sem controle adequado —, os resultados dos estudos clínicos são especialmente expressivos. O fármaco conseguiu eliminar todas as crises epilépticas em 20% dos pacientes, índice muito acima dos 1% a 5% alcançados pelos tratamentos disponíveis atualmente.

Dados de eficácia por dose

Como terapia adjuvante, pacientes tratados com 400 mg por dia apresentaram redução mediana de 65% na frequência de crises focais. A dose de 200 mg por dia resultou em redução de 55,6%, com resultados consistentes entre os estudos.

O XCOPRI foi desenvolvido em parceria de licenciamento com a sul-coreana SK Biopharmaceuticals e já está aprovado em outros países da América Latina: Argentina, Chile, Equador e Peru. Na maioria dos casos, o medicamento é utilizado em combinação com outros anticonvulsivantes.

Caminho até as farmácias e o SUS

Com o registro da Anvisa em mãos, a Eurofarma aguarda agora a definição do preço máximo pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). Como ocorreu com o teplizumabe — aprovado recentemente pela Anvisa para retardar o diabetes tipo 1 —, o cenobamato ainda precisa ter seu preço definido pela CMED antes de chegar às farmácias brasileiras. A previsão da empresa é que o produto seja comercializado ainda em 2026.

A incorporação ao Sistema Único de Saúde depende de avaliação separada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e de decisão do Ministério da Saúde.

Impacto na rotina dos pacientes

Martins ressalta que ficar livre das crises transforma completamente a rotina de quem vive com epilepsia grave. Atividades cotidianas — como dirigir, trabalhar com mais segurança e praticar esportes — voltam a ser possíveis para quem antes vivia sob risco constante.

O neurologista enfatiza que a decisão sobre o uso do cenobamato deve ser tomada em conjunto entre médico e paciente, com ajuste individual das doses ao longo do tratamento. “Não é uma cura, mas um avanço importante para pacientes que muitas vezes já tentaram vários tratamentos sem sucesso”, resume Martins.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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