Política

Planalto aciona Ministério da Justiça para investigar vazamentos do caso Master

Gleisi Hoffmann ordenou ação após queixas de parlamentares e ministros do STF, com receio de nova Lava Jato em ano eleitoral

O governo Lula acionou o Ministério da Justiça para investigar vazamentos sigilosos no escândalo do Banco Master. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, orientou o ministro Wellington Lima a apurar as fontes após reunião com líderes governistas no Congresso na segunda-feira (9).

O Planalto teme que o caso se transforme numa “nova Lava Jato” — com informações seletivas usadas para atingir alvos políticos às vésperas das eleições de 2026.

Gesto ao STF e paralelo com a era Dilma

A movimentação é também um recado ao Supremo Tribunal Federal. Nos bastidores, ministros da Corte relatam insatisfação com a Polícia Federal e com o que avaliam como falta de controle do governo sobre a corporação.

O mal-estar escalou após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar provas contra o ministro Dias Toffoli diretamente ao ministro Edson Fachin — sem intermediação do Palácio do Planalto.

Auxiliares de Lula apontam o governo Dilma Rousseff como exemplo a não repetir. Na época, a avaliação interna era que o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo não conseguiu conter a autonomia da PF, o que teria alimentado o clima político que culminou no impeachment. Agora, o Planalto quer mostrar que está vigilante.

Apesar da pressão, a leitura no Ministério da Justiça é que o inquérito determinado pelo ministro André Mendonça na sexta-feira (6), a pedido da defesa de Vorcaro, para investigar os mesmos vazamentos, já é suficiente por ora. A ordem interna é de alerta máximo para evitar novas exposições de autoridades.

Crise com Alcolumbre, sem estratégia e viagem cancelada

O caso Master também aprofundou a tensão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Lula telefonou para o senador após ele se recusar a anular a quebra de sigilo de “Lulinha”. A retaliação partiu depois que o presidente citou, em entrevista, o envolvimento do Instituto de Previdência do Amapá no escândalo — reduto político de Alcolumbre.

Os dois acertaram encontro presencial nesta semana, com pauta extensa: a crise do Master, a indicação de Jorge Messias ao STF, a PEC da Segurança e a reunião com senadores travada desde fevereiro. Os atritos com Alcolumbre, porém, já vinham antes do escândalo — o senador acumulava divergências ao rejeitar a indicação de Messias ao Supremo e a anulação da quebra de sigilo de Lulinho.

O governo ainda não tem linha de comunicação definida para o escândalo. A implicação de ministros do STF na trama dificulta uma ação coordenada. Alguns auxiliares defendem associar o caso à direita bolsonarista, mas Lula ainda não deu uma diretriz clara aos assessores.

No campo institucional, a insatisfação no STF chegou ao ponto de Fachin se reunir de forma não agendada com Mendonça para tentar conter a crise antes do julgamento da prisão de Vorcaro. Em paralelo, a pressão para que o presidente fique mais no Brasil já rendeu um resultado concreto: Lula cancelou a viagem ao Chile para a posse de José Antônio Kast e optou por permanecer em Brasília.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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