Política

Irã fecha Estreito de Ormuz e deixa 20 mil marinheiros presos no Golfo

Bloqueio com minas navais e drones derruba tráfego de petroleiros e ameaça 20% do petróleo mundial

O Irã fechou o Estreito de Ormuz e transformou a principal rota de petróleo do planeta em zona de guerra. O governo iraniano confirmou o bloqueio da passagem e ameaçou incendiar qualquer navio que tentasse cruzá-la.

A Guarda Revolucionária assumiu o controle da rota com minas navais e drones. Segundo a ONU, 20 mil tripulantes aguardam em navios no Golfo Pérsico pela reabertura do estreito.

O peso estratégico da passagem

Por apenas 33 quilômetros de largura, o Estreito de Ormuz carrega 20% de todo o petróleo produzido no planeta e até 25% do gás natural. Em condições normais, entre US$ 300 milhões e US$ 360 milhões em petróleo cruzam a passagem a cada dia, abastecendo principalmente China, Índia, Coreia do Sul e Japão.

A navegação pela rota é exigente mesmo em tempos de paz. Os navios seguem faixas bem definidas — uma de entrada e outra de saída —, separadas por uma área de segurança. Petroleiros transportam centenas de milhares de toneladas e não têm margem para erros em uma rota marcada por áreas rasas, pedras e correntes marítimas adversas.

Minas navais como arma geopolítica

Com o conflito, a ameaça principal passou a ser o uso de minas navais — dispositivos capazes de transformar uma rota comercial em área proibida em questão de horas. Navios mercantes comuns não têm equipamento para detectar esses artefatos, tornando qualquer travessia um risco calculado.

A inteligência americana detectou que o Irã havia começado a posicionar minas na rota. Trump ameaçou destruir qualquer embarcação iraniana envolvida no minamento e afirmou que 10 barcos já foram destruídos. Na mesma semana, quatro navios foram atacados no estreito por projéteis não identificados, com três tripulantes desaparecidos e o barril de petróleo chegando a US$ 92.

Washington no tabuleiro

O presidente Donald Trump declarou que um dos seus objetivos no conflito é aniquilar a Marinha iraniana. Ele afirmou que os Estados Unidos podem escoltar petroleiros pela rota, mas, até o momento, o Estreito de Ormuz permanece parcialmente fechado.

Com o petróleo se aproximando de US$ 120, Trump declarou que os EUA avaliam assumir o controle direto do Estreito de Ormuz e ameaçaram destruir o Irã caso o país interfira na passagem.

Ao longo da história, o Irã já ameaçou fechar o estreito diversas vezes. Em 2019, o país foi acusado de atacar petroleiros na região. A lógica da estratégia é clara: interromper o fluxo de energia em um ponto crítico do planeta provoca alta imediata nos preços do petróleo e efeitos em cadeia na economia global.

Com 20 mil tripulantes presos no Golfo Pérsico e o comércio de energia paralisado, a disputa pelo controle de Ormuz se consolida como um dos eixos centrais da guerra no Oriente Médio.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Fiesp alerta: fim da escala 6×1 pode ampliar informalidade e desemprego

Raízen pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas

Lula liga para Petro e Sheinbaum para barrar classificação do PCC e CV como terroristas

Corte italiana analisa lei que restringe cidadania a filhos e netos de imigrantes