Economia

Irã ameaça petróleo a US$ 200 e ataca mais navios no Golfo

Militar iraniano escalou retórica após 14 navios atingidos; preços recuaram de US$ 120 para US$ 90 com Estreito de Ormuz ainda fechado

O comando militar do Irã alertou nesta quarta-feira (11) que o mundo deve se preparar para o petróleo chegar a US$ 200 por barril — o dobro do pico desta semana, quando o conflito com EUA e Israel fez o barril bater em US$ 120.

Três novos navios mercantes foram atacados no Golfo Pérsico, elevando para 14 o total de embarcações atingidas desde que a guerra começou, em 28 de fevereiro. O Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, segue fechado.

Apesar da escalada retórica, os mercados reagiram com relativa calma: o petróleo recuou de quase US$ 120, registrado na segunda-feira, para cerca de US$ 90 o barril nesta quarta. Investidores apostam que Donald Trump encontrará uma saída rápida para o conflito — iniciado há menos de duas semanas ao lado de Israel.

O general Zolfaqari, porta-voz do comando militar iraniano, anunciou que Teerã atacará bancos que mantenham negócios com os Estados Unidos ou Israel, após escritórios de uma instituição financeira na capital serem bombardeados durante a noite. Ele recomendou que moradores do Oriente Médio se afastem dessas entidades.

O Irã também lançou mísseis contra uma base dos EUA no norte do Iraque, o quartel-general naval norte-americano no Bahrein e alvos no centro de Israel. Em Dubai, quatro pessoas ficaram feridas com a queda de drones próximo ao aeroporto. A companhia aérea Gulf Air deslocou aeronaves para outros terminais por segurança.

Pior crise energética desde os anos 1970

Autoridades dos EUA e de Israel afirmam que o objetivo da operação é destruir o programa nuclear iraniano e reduzir a capacidade do Irã de agir fora de suas fronteiras. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que a ofensiva “continuará sem limite de tempo, pelo tempo que for necessário”.

Quando os ataques começaram em 28 de fevereiro, o barril saiu de US$ 72 para acima de US$ 82 no primeiro dia — analistas já alertavam que o Estreito de Ormuz se tornaria inavegável. Em apenas uma semana, cerca de um quinto da oferta global havia sido suspenso, com refinarias na Ásia e na Europa redirecionando rotas de abastecimento.

Mais de 1.300 civis iranianos morreram desde o início dos bombardeios, segundo o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani. Os ataques iranianos contra Israel mataram pelo menos 11 pessoas; dois soldados israelenses morreram no Líbano, e os EUA registraram sete militares mortos e cerca de 140 feridos.

Em Teerã, moradores relatam que se acostumaram aos ataques aéreos noturnos. Centenas de milhares de pessoas deixaram a capital, que enfrenta fumaça negra de incêndios ligados a instalações de petróleo.

Uma autoridade israelense de alto escalão admitiu à Reuters que líderes do país reconhecem, em privado, que o governo clerical iraniano pode sobreviver à guerra. O sucessor do aiatolá Ali Khamenei, seu filho Mojtaba — que sofreu ferimentos leves no início do conflito —, não aparece em público desde então.

Enquanto investidores apostam em uma saída diplomática, Trump havia avaliado o controle militar do Estreito de Ormuz quando o barril bateu em US$ 120. Quanto mais durar o conflito, maior tende a ser o impacto sobre a economia global — e a ameaça iraniana de petróleo a US$ 200 o barril pode deixar de ser apenas retórica.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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