Política

Trump cogita aliviar sanções à Rússia para conter disparada do petróleo

Preços chegaram a US$ 119 após ataques ao Irã; Casa Branca busca ferramentas para segurar alta

Diante da disparada dos preços globais do petróleo provocada pelos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã, o presidente Donald Trump estuda aliviar as sanções ao petróleo russo e liberar reservas emergenciais para conter a alta.

A informação é da Reuters, com base em fontes que participam diretamente das discussões. As primeiras medidas podiam ser anunciadas já na noite de segunda-feira (9).

Os contratos do WTI chegaram a saltar 30% na madrugada de domingo para segunda, atingindo US$ 119,48 por barril. O Brent, referência internacional, também ultrapassou os US$ 119. A disparada teve início em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram bombardeios coordenados ao Irã.

Ainda na tarde de segunda, porém, os preços recuaram: o Brent caiu para US$ 89,06 por barril e o WTI para US$ 85,37. A inversão veio após Trump afirmar, em entrevista à CBS News, que o conflito com o Irã está “praticamente concluído” e pode ter fim em breve.

As notícias sobre o possível afrouxamento das sanções ao petróleo russo também pesaram sobre os preços. Um aumento da oferta russa no mercado internacional ajudaria a compensar os volumes perdidos pela instabilidade no Oriente Médio — mas as medidas ainda não foram detalhadas.

Desde o início dos bombardeios, em 28 de fevereiro, analistas já projetavam que o barril poderia atingir US$ 100 caso o conflito no Oriente Médio se prolongasse.

Ligação com Putin

Trump participou nesta segunda de uma chamada com o presidente russo Vladimir Putin para discutir os conflitos no Irã e na Ucrânia. O telefonema durou cerca de uma hora.

O Kremlin classificou a conversa como “construtiva e franca” e afirmou que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito com o Irã. O governo russo também relatou que Trump voltou a expressar interesse em um desfecho rápido para a guerra na Ucrânia.

Analistas e representantes da indústria americana avaliam que a Casa Branca dispõe de poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir os preços do petróleo com rapidez. Entre as opções estudadas está retomar o fluxo pelo Estreito de Ormuz — passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial e que Trump chegou a cogitar assumir militarmente.

“O problema é que as opções vão de marginais a simbólicas ou profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes envolvidas nas discussões com o governo americano.

O contexto político torna o problema mais urgente: os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump contam manter o controle do Congresso. Uma alta prolongada nos preços dos combustíveis pode pressionar empresas e consumidores, espalhando-se pela cadeia de transporte e encarecendo produtos.

Trump tem mantido os preços baixos dos combustíveis como um dos pilares de sua mensagem econômica aos eleitores. Uma crise energética sustentada pode abalar esse discurso às vésperas das eleições de meio de mandato.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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