Política

Guarda Revolucionária rejeita narrativa de Trump e ameaça bloquear petróleo do Golfo

No 10º dia de guerra, Teerã descarta cessar-fogo e alerta que segurança regional será 'para todos ou para ninguém'

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã rebateu nesta segunda-feira (9) as declarações de Trump sobre o conflito no Oriente Médio, afirmando que será Teerã a determinar o fim da guerra — não Washington.

O grupo classificou os comentários do presidente americano como “absurdos” e advertiu que não permitirá a exportação de “um litro de óleo” da região caso os ataques dos EUA e Israel continuem.

O governo iraniano também descartou qualquer cessar-fogo. O porta-voz Esmail Baghaei disse que “não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos”.

A resposta de Teerã ao 10º dia de conflito

A declaração da Guarda Revolucionária veio em reação direta a Trump, que horas antes havia afirmado que o conflito estava “praticamente concluído” e que o Irã não terá mais capacidade bélica “por muito tempo” — chegando a vetar Mojtaba Khamenei como sucessor aceitável para Washington.

O porta-voz do grupo também advertiu que a segurança na região será “para todos ou para ninguém”. A ameaça ganha peso: Trump declarou que avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

A ameaça de bloquear exportações não é nova: seis dias antes, a Guarda Revolucionária já havia declarado controle absoluto sobre o Estreito de Ormuz — postura que agora se intensifica diante da escalada militar.

Teerã acusa Washington de mirar o petróleo iraniano

O porta-voz Esmail Baghaei foi além: acusou os EUA de estarem atrás dos recursos petrolíferos do Irã. Segundo ele, “não há dúvidas” de que Washington busca o petróleo do país e tenta “enfraquecer e dividi-lo”.

O conflito entrou no 10º dia nesta segunda. Em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram o ataque inaugural contra o Irã, Trump havia estimado duração de até cinco semanas. A mudança de tom é abrupta: apenas dois dias antes, na sexta (7), o presidente ainda exigia rendição incondicional e anunciava uma nova fase mais devastadora dos bombardeios.

Petróleo oscila e Trump fala com Putin

A escalada de declarações movimentou o mercado. No início do dia, os contratos futuros do Brent dispararam quase 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril e derrubando bolsas ao redor do mundo.

No entanto, os preços reverteram ao longo da tarde. Por volta das 17h, o Brent recuava cerca de 4%, a US$ 89,06, enquanto o WTI caía mais de 6%, a US$ 85,37. Fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o governo Trump avalia também um novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo, o que ampliaria a oferta global.

No campo diplomático, Trump participou de uma ligação de cerca de uma hora com Vladimir Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia. O Kremlin classificou a conversa como “construtiva e franca” e informou que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito.

Em evento com republicanos na Flórida, Trump descreveu a ofensiva como uma “incursão de curto prazo”, mas insistiu que continuará “até que o inimigo seja total e decisivamente derrotado”. O presidente também afirmou que o Irã estava próximo de obter uma arma nuclear para usar contra Israel em um “grande ataque”.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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