Política

EUA testaram arma secreta ligada à Síndrome de Havana, revela investigação

Programa 60 Minutes da CBS aponta testes militares e lesões em animais idênticas às das vítimas humanas

Uma investigação do programa 60 Minutes, da emissora americana CBS, revelou que militares dos Estados Unidos testaram uma arma de energia secreta capaz de causar lesões cerebrais — e que a tecnologia pode estar diretamente ligada à chamada Síndrome de Havana.

O equipamento foi testado por mais de um ano em um laboratório militar americano. Experimentos com ratos e ovelhas produziram lesões semelhantes às encontradas em funcionários do governo dos EUA afetados pela síndrome.

A origem da tecnologia remonta às pesquisas da antiga União Soviética. Segundo o 60 Minutes, o dispositivo é portátil e silencioso, capaz de emitir pulsos de energia eletromagnética a centenas de metros, atravessando paredes e janelas sem deixar rastros visíveis.

O equipamento chegou às mãos dos americanos em 2024 por meio de uma rede criminosa russa que comercializava armas. A operação custou cerca de US$ 15 milhões e foi financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA — decisão tomada após funcionários do governo e seus familiares relatarem ataques com o dispositivo.

Centenas de episódios semelhantes foram registrados ao longo dos anos, inclusive em áreas próximas à Casa Branca. Uma apuração conjunta com o site russo independente The Insider encontrou indícios da presença de um agente de inteligência russo próximo a uma vítima na Europa.

No caso mais detalhado pela reportagem, a esposa de um funcionário do Departamento de Justiça dos EUA ficou ferida e precisou passar por várias cirurgias para reparar danos nos ouvidos e no crânio. Sequelas permanentes tornaram-se marca comum entre as vítimas identificadas ao longo dos anos.

Apesar das evidências, avaliações oficiais do governo americano divulgadas em 2023 classificaram como “muito improvável” que os casos tenham sido causados por ataques de um país adversário. Para ex-agentes de inteligência ouvidos pelo programa, as autoridades minimizaram deliberadamente o problema ao longo dos anos para evitar uma crise diplomática e eventuais repercussões políticas internas.

O tema voltou à tona em janeiro, quando a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro foi acompanhada de relatos anônimos sobre uma “arma misteriosa” capaz de incapacitar soldados venezuelanos. Os sintomas descritos se assemelham aos da tecnologia investigada pelo 60 Minutes, embora o suposto dispositivo operasse com ondas sonoras em vez de micro-ondas.

O testemunho foi compartilhado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Questionado sobre o episódio, o presidente Donald Trump confirmou que os EUA possuem armamento secreto avançado. “Ninguém mais tem isso. Temos armas que ninguém conhece. Provavelmente é melhor não falar sobre isso”, afirmou.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

EUA prometem dia mais intenso de ataques ao Irã no 11º dia de guerra

STF julga deputados do PL acusados de desviar emendas parlamentares

Militares invocam crise do STF para proteger patentes de condenados do 8 de Janeiro

Datafolha aponta saúde e violência como maiores problemas do Brasil