O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, anunciou nesta terça-feira (10) que o dia marcará o pico de intensidade da ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã, com novos alvos e escala inédita de destruição.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, revelou que os EUA já atacaram mais de 5 mil alvos em dez dias — incluindo mais de 50 navios de guerra. O foco agora mira navios lançadores de minas e instalações de armazenamento.
Hegseth deixa claro: só Trump decide o fim da guerra
A coletiva desta terça ocorre um dia após Trump declarar a guerra “praticamente concluída” — afirmação que Hegseth matizou ao deixar claro que é o presidente quem decide quando a ofensiva termina, não os militares. Trump havia feito o anúncio otimista na segunda-feira, elevando as expectativas de um desfecho próximo.
O objetivo declarado é destruir toda a infraestrutura de Defesa de Teerã. Essa meta havia sido formalizada dias antes, quando os EUA anunciaram a transição de bombardeios em massa para ataques de precisão contra o aparato do regime iraniano.
No 5º dia, Caine havia contabilizado mais de 2 mil alvos e 20 navios destruídos — agora, no 10º dia, os números saltaram para mais de 5 mil alvos e 50 embarcações neutralizadas, evidenciando a aceleração vertiginosa da campanha.
Larijani ameaça Trump de morte
O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos cargos mais altos do regime, afirmou nesta terça que não teme as “ameaças vazias” de Trump e alertou que o presidente americano deve ter cuidado “para não ser eliminado”.
A declaração é uma resposta direta à ameaça de Trump de atacar o Irã com força “20 vezes maior” caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz — passagem estratégica por onde escoa grande parte do petróleo mundial, cuja interrupção pressiona preços globais de energia.
Irã e Israel reforçam posição de continuar o conflito
A fala de Larijani reforça a postura oficial de Teerã: a Guarda Revolucionária iraniana — braço das Forças Armadas ligado diretamente ao líder supremo — declarou que o conflito só terminará quando o próprio Irã assim decidir, contrariando qualquer sinalização americana de encerramento unilateral.
Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi igualmente enfático ao ser questionado sobre as ofensivas conjuntas no Irã. “Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, declarou.
O duplo recado — de Teerã e de Jerusalém — indica que, apesar do otimismo de Trump, o conflito segue sem perspectiva concreta de cessar-fogo. A manutenção do bloqueio ao Estreito de Ormuz amplifica o risco de escalada regional e mantém os mercados globais de petróleo em alerta.