Donald Trump elevou o tom contra o Irã neste sábado (7) ao declarar que o país deixou de ser o “valentão do Oriente Médio” para se tornar, nas suas palavras, “O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO”.
O presidente americano afirmou que o Irã permanecerá assim “por muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total”.
A declaração ocorre em meio a intensos ataques iranianos contra estados árabes do Golfo e a bombardeios contínuos de Israel e dos EUA contra a República Islâmica.
Escalada retórica no oitavo dia de guerra
A publicação de Trump em rede social neste sábado representa uma nova intensificação da pressão americana sobre Teerã. No dia anterior, Trump havia exigido publicamente a rendição incondicional do Irã e anunciado uma “nova fase” dos bombardeios — pano de fundo direto para a escalada retórica do fim de semana.
No mesmo comunicado, o republicano afirmou que o Irã havia “pedido desculpas e se rendido a seus vizinhos do Oriente Médio”, prometendo não realizar novos ataques — declaração que contradiz abertamente a postura pública do governo iraniano.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, respondeu no mesmo dia chamando a exigência americana de rendição incondicional de “sonho que deveriam levar para o túmulo”, sinalizando que Teerã não aceita os termos impostos por Washington.
Irã recua nos atos, mas não nas palavras
Pezeshkian também pediu desculpas pelos ataques iranianos a países da região, atribuindo os incidentes a falhas de comunicação dentro das próprias fileiras militares, segundo a Associated Press.
A promessa de cessar novos ataques ocorre em um cenário de alta tensão: os ataques iranianos causaram explosões em Dubai, derrubaram drones sobre campos petrolíferos sauditas e empurraram o barril de petróleo acima de US$ 90 pela primeira vez em mais de dois anos.
Apesar das declarações conciliatórias de Teerã, Israel e EUA continuavam a bombardear a República Islâmica na madrugada do mesmo dia, sem qualquer sinalização de recuo na intensidade do conflito armado.