Saúde

Segundo paciente morre após colonoscopia na mesma clínica em RO

Dois óbitos investigados pela polícia reacendem debate sobre segurança do exame

Um segundo caso de morte após colonoscopia foi registrado em Rondônia nesta semana. Segundo familiares, o exame foi feito na mesma clínica e pelo mesmo médico responsável pela morte de Thyago da Silva Severino, de 34 anos, ocorrida no último sábado (28).

No novo caso, o procedimento teria causado uma perfuração intestinal. Os médicos informaram que seria necessária cirurgia de emergência para conter o problema.

Ambos os episódios foram denunciados à polícia. A repetição das mortes na mesma unidade levanta questionamentos sobre os protocolos adotados na clínica.

Como a colonoscopia é realizada

A colonoscopia permite visualizar todo o intestino grosso e a parte final do intestino delgado. No procedimento, um aparelho flexível com iluminação e câmera na extremidade é introduzido pelo ânus do paciente. A avaliação dura, em média, de 30 a 40 minutos.

O exame é realizado sob sedação — o paciente não sente desconforto durante nem após o procedimento. A recuperação da anestesia exige internação breve; em geral, o paciente recebe alta entre uma e duas horas depois, com presença obrigatória de acompanhante.

Antes do exame, o paciente toma laxantes para limpar o intestino — condição necessária para que a câmera consiga visualizar as paredes internas. O preparo costuma ser feito em casa, mas pode ocorrer no hospital dependendo das condições clínicas do paciente.

O procedimento permite identificar lesões internas como tumores e pólipos, sendo essencial para o diagnóstico precoce do câncer colorretal.

Quando o exame é indicado

Para prevenção, o Ministério da Saúde recomenda que a colonoscopia comece a partir dos 45 anos. Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal devem antecipar: o ideal é realizar o primeiro exame 10 anos antes da idade em que o parente de primeiro grau foi diagnosticado.

O Ministério da Saúde indica o procedimento independentemente da idade diante de sinais como sangue nas fezes, massa endurecida no abdômen, dor na região, perda de peso, anemia ou mudança no hábito intestinal.

Riscos e complicações

Especialistas classificam a colonoscopia como um procedimento seguro, sem contraindicação geral. Pacientes com doenças crônicas ou obesidade podem necessitar de cuidados adicionais no preparo e na sedação. Os efeitos mais comuns após o exame são leves, como gases e desconfortos passageiros.

A perfuração intestinal — complicação verificada nos casos noticiados em Rondônia — é considerada rara, com baixa incidência em exames de rotina, segundo especialistas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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