Política

Rússia mata sete em Kharkiv com ataque de 480 drones e mísseis

Duas crianças estão entre as vítimas; aquecimento é cortado em 2.806 prédios em Kiev

A Rússia lançou 480 drones e 29 mísseis contra a Ucrânia na noite de sábado (7), matando pelo menos sete pessoas em Kharkiv, no nordeste do país. Duas crianças estão entre as vítimas fatais.

Um míssil balístico russo atingiu um prédio residencial de cinco andares na cidade, segundo o governador regional Oleh Syniehubov. Outras 15 pessoas ficaram feridas e 19 edifícios residenciais foram danificados.

A defesa aérea ucraniana abateu 453 drones e 19 mísseis. Ainda assim, 26 drones e nove mísseis atravessaram as defesas e atingiram 22 alvos em todo o país.

Energia e infraestrutura no alvo

Em Kiev, três pessoas ficaram feridas após bombardeios russos atingirem uma instalação de infraestrutura energética. O aquecimento foi interrompido em 2.806 prédios residenciais em quatro distritos da capital, informou a primeira-ministra Yulia Svyrydenko.

A operadora Ukrenergo registrou cortes de energia emergenciais em sete regiões. Estações ferroviárias na região central e infraestruturas portuárias em Odessa também foram atingidas — contêineres com óleo vegetal pegaram fogo e um armazém de grãos foi danificado.

O Ministério da Defesa russo afirmou ter atacado complexos industriais militares, aeródromos e instalações de energia ucranianas. A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.

Zelensky cobra continuidade do apoio

O presidente Volodymyr Zelensky denunciou a estratégia de destruição sistêmica adotada pelo Kremlin. “A Rússia não abandonou suas tentativas de destruir a infraestrutura residencial e crítica da Ucrânia e, portanto, o apoio deve continuar”, afirmou, pedindo que parceiros internacionais mantenham o fornecimento de sistemas de defesa aérea e armamentos.

Os drones utilizados nos ataques são baseados no modelo iraniano Shahed — os mesmos que o Irã lançou em massa contra o Oriente Médio e que a Rússia passou a fabricar em versões próprias para destruir cidades e usinas de energia ucranianas.

Imagens registradas pela Reuters em Kharkiv mostravam fumaça branca saindo dos escombros do prédio atingido, enquanto equipes de emergência retiravam corpos entre os destroços. Um morador que escapou relatou o alívio de não ter estado no edifício com o filho no momento do impacto. “Eram pessoas comuns que moravam lá. Qual era o alvo deles?”, questionou.

O bombardeio em larga escala ocorre em meio a movimentações diplomáticas entre Estados Unidos, Europa e Rússia em torno de um possível cessar-fogo. A intensidade dos ataques contra a malha energética ucraniana reforça a pressão por sistemas antiaéreos mais sofisticados junto aos aliados ocidentais.

A expertise antidrone ucraniana — forjada em noites como esta — ganhou projeção internacional: os EUA pediram apoio técnico a Kiev para lidar com a mesma ameaça aérea que continua assolando Kharkiv e outras cidades do país.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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