O Papa Leão XIV pediu neste domingo (8) o fim imediato da violência no Irã e em outras partes do Oriente Médio, durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, em Roma.
O pontífice afirmou receber notícias profundamente preocupantes da região e chamou atenção para o risco de o conflito se ampliar, arrastando países vizinhos — com destaque para o “querido Líbano”.
Leão XIV alertou que o conflito está alimentando o medo e o ódio e demonstrou preocupação com uma possível escalada regional. Os ataques que o papa pediu para cessar já tinham atingido estruturas centrais do poder iraniano: no quarto dia da ofensiva conjunta, EUA e Israel bombardearam até a sede do conselho responsável por eleger o próximo líder supremo do Irã — símbolo exato da escala que Leão XIV temia.
O “querido Líbano” mencionado pelo pontífice já aparecia como próxima fronteira da tensão. No quinto dia de guerra, o conflito se alastrava para países vizinhos, aprofundando a crise de poder em Teerã e tornando ainda mais urgente o apelo vaticano por negociações.
A postura de Leão XIV reforça o papel histórico da Santa Sé como voz por diálogo em conflitos internacionais, pedindo novos esforços para que canais diplomáticos sejam restabelecidos antes que a violência se torne irreversível.
Dia da Mulher e violência de gênero
No mesmo domingo, Leão XIV publicou texto na revista “Praça de São Pedro” e no jornal italiano Corriere della Sera respondendo à carta de Giovanna, uma italiana que relatou ao papa o problema da violência contra as mulheres.
O pontífice admitiu que o tema sempre lhe causou grande sofrimento e destacou que, em um mundo dominado pelo pensamento violento, é preciso apoiar ainda mais o gênero feminino.
Para Leão XIV, as mulheres são frequentemente atacadas por representarem um sinal de contradição em uma sociedade que ele classificou como confusa, incerta e violenta — porque elas transmitem valores como fé, liberdade, igualdade, generosidade, esperança, solidariedade e justiça.
O papa alertou que esses valores são combatidos por uma mentalidade perigosa que infesta as relações, gerando egoísmo, discriminação e desejo de dominação — fatores que, segundo ele, frequentemente culminam em feminicídio.