O presidente Lula (PT) mantém a liderança em todos os cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha para as eleições de 2026, mas a margem vem caindo. A pesquisa foi divulgada neste sábado (7) pela Folha de S.Paulo.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 3 e 5 de março, distribuídos em 137 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Os nomes testados frente a frente com Lula
O Datafolha colocou o presidente em sete cenários distintos de primeiro turno. Os adversários testados foram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador do Paraná Ratinho Junior (PSD), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSD).
Também aparecem na pesquisa Renan Santos, do Missão, e Aldo Rebelo, do Democracia Cristã. Apesar de constar na lista, Tarcísio de Freitas já confirmou que disputará a reeleição ao governo de São Paulo — não a presidência da República.
Em um cenário alternativo, o instituto testou o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em uma simulação sem Lula como candidato — antecipando uma possível transferência de palanque dentro do próprio PT.
Erosão gradual e oposição ainda fragmentada
A queda na vantagem de Lula é ainda mais nítida quando se olha para os duelos de segundo turno. Nos cenários de segundo turno da mesma pesquisa, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu de 15 para apenas 3 pontos em menos de noventa dias — diferença dentro da margem de erro, sinalizando um confronto em aberto caso esse seja o cenário final.
No campo oposicionista, o PSD tenta consolidar uma terceira via para disputar com PT e PL. Eduardo Leite havia oficializado sua pré-candidatura dias antes como aposta do partido nessa terceira via, mas o PSD ainda disputa internamente entre ele, Ratinho Junior e Caiado — os três testados pelo Datafolha neste levantamento.
O quadro aponta para uma corrida presidencial que ainda está longe de se consolidar, mas já esboça três blocos em formação: o PT com Lula ou Haddad, o PL com Flávio Bolsonaro como herdeiro do bolsonarismo, e o centro-direita fragmentado em busca de uma candidatura de consenso.