Política

Colômbia vota para renovar Congresso com disputa presidencial no horizonte

Mais de 41 milhões de eleitores definem 285 parlamentares em eleição que antecipa o confronto de maio

A Colômbia foi às urnas neste domingo (8) para eleger os 285 integrantes do novo Congresso, em votação que vai além da renovação parlamentar: o resultado é lido pelos partidos como um ensaio para a batalha presidencial de 31 de maio.

Mais de 41 milhões de colombianos estavam aptos a votar. De um lado, aliados do presidente Gustavo Petro tentam ampliar a bancada governista. Do outro, a direita — que dominou a política do país por décadas — busca recuperar o espaço perdido em 2022.

Balanço do Congresso que sai

O atual Legislativo aprovou parte das reformas propostas por Petro, mas rejeitou dois projetos centrais ao governo: mudanças no sistema de saúde e uma reforma fiscal que previa aumento de impostos para os mais ricos.

A resistência gerou reações: Petro incentivou manifestações populares e intensificou críticas ao Congresso — instituição que já vinha perdendo prestígio entre os eleitores após sucessivos escândalos de corrupção em um país que ainda tenta superar mais de meio século de conflito armado.

A disputa presidencial começa aqui

As pesquisas apontam dois favoritos para a eleição de maio: o senador Iván Cepeda, de esquerda e do mesmo partido de Petro, e Abelardo de la Espriella, advogado de direita que se apresenta como um outsider.

Cepeda promete dar continuidade às reformas e aposta na eleição de um Congresso mais alinhado ao governo — algo que Petro não conseguiu montar durante seu mandato. O campo governista também discute a possibilidade de alterar a Constituição, o que, segundo analistas, poderia ampliar a concentração de poder no Executivo.

O novo Congresso inicia a legislatura em 20 de julho, quase três semanas antes da posse do sucessor de Petro.

Uribe de volta ao palanque

O ex-presidente Álvaro Uribe (2002–2010), principal liderança da direita colombiana, disputa uma vaga no Senado. A estratégia é mobilizar eleitores que apoiaram sua linha dura no combate às guerrilhas e que se opõem à paz total — política de Petro que busca negociar com grupos armados ilegais ainda ativos no país.

A violência marcou de perto a campanha: o senador de direita Miguel Uribe, que pretendia concorrer à presidência, foi assassinado no ano passado, expondo os riscos do ambiente político colombiano.

Diante do descrédito das legendas tradicionais, candidatos de todos os espectros recorreram a influenciadores digitais para conquistar votos — reflexo de uma política que, como em outros países da região, migra cada vez mais para as redes sociais.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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