O Sri Lanka assumiu o controle de um navio de guerra iraniano nesta sexta-feira (6) como medida preventiva, diante do temor de um novo ataque norte-americano no Oceano Índico.
A decisão ocorre dois dias após um submarino dos EUA afundar o IRIS Dena, com 180 pessoas a bordo. O ataque deixou 87 mortos e 32 sobreviventes resgatados pela Marinha cingalesa.
O Ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, comunicou ao Parlamento que a Marinha recebeu alertas de que o IRIS Dena estava em perigo e afundando. O país mobilizou navios e aviões em operação de resgate emergencial.
Ao chegar ao local, as equipes não encontraram sinal do navio. O porta-voz da Marinha, comandante Buddhika Sampath, descreveu a cena: “Havia apenas algumas manchas de óleo e balsas salva-vidas. Encontramos pessoas flutuando na água.”
O secretário norte-americano confirmou que o submarino lançou um torpedo contra a embarcação iraniana — um dos raros registros de afundamento de navio por submarino desde a Segunda Guerra Mundial.
Dois dias antes, um submarino americano já havia afundado o IRIS Dena no mesmo trecho do Oceano Índico, em ataque que marcou a escalada do conflito naval na região.
O ataque ocorreu a milhares de quilômetros do Golfo Pérsico — o que representa uma expansão significativa do raio de ação do conflito entre Washington e Teerã para além das águas do Oriente Médio.
Com o Pentágono prometendo novas ondas de bombardeios após destruir ao menos 17 navios iranianos desde o início do conflito, o Sri Lanka optou por assumir controle preventivo da embarcação antes que um novo ataque pudesse ocorrer em suas proximidades.
A decisão cingalesa reflete a posição delicada de países não-beligerantes diante da escalada naval. Com o Oceano Índico transformado em zona de combate ativo, nações ribeirinhas passam a adotar medidas de proteção até então inéditas.