Estudantes que concluíram o ensino médio em 2025 estão sem receber o pagamento do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC), mesmo cumprindo todos os pré-requisitos exigidos.
O calendário original previa os depósitos até 5 de março, mas os valores não foram creditados para parte dos beneficiários. O MEC atribui o atraso ao envio ainda pendente de dados pelas redes estaduais de ensino.
Os pagamentos podem ser realizados até o período de 29 de junho a 6 de julho de 2026, segundo o ministério.
O que está em jogo para os concluintes
O benefício para quem terminou o ensino médio pode somar até R$ 3,2 mil: R$ 1 mil pela conclusão da etapa, mais o desbloqueio de R$ 2 mil acumulados ao longo dos anos anteriores no programa, e ainda R$ 200 para os estudantes que realizaram o Enem.
Jovens ouvidos pela imprensa relataram que contavam com os recursos para quitar dívidas, ajudar a família, custear cursinhos pré-vestibulares e adquirir materiais de estudo — planos que agora precisam esperar.
O que diz o MEC
Em comunicado divulgado em 26 de fevereiro, o ministério orientou que os estudantes acompanhem regularmente a situação na página “Consulta Pé-de-Meia”.
“Caso o pagamento não seja realizado nestas primeiras datas, não é necessário realizar nenhuma ação imediata. É importante aguardar a atualização das informações pela rede de ensino. Os repasses poderão ocorrer até o período de 29 de junho a 6 de julho de 2026”, afirma a nota oficial.
O ministério não informou quais redes estaduais ainda não haviam enviado os dados necessários para a liberação dos valores.
Quem tem direito ao Pé-de-Meia
O programa é destinado exclusivamente a estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público. Para receber os depósitos, os beneficiários precisam cumprir requisitos de frequência e aprovação estabelecidos pelo MEC a cada ano letivo.
Os objetivos declarados pelo governo Lula incluem reduzir a evasão escolar e incentivar a conclusão do ensino médio entre jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Enquanto aguardam uma definição, os estudantes são orientados a monitorar o status do benefício diretamente no portal do MEC, sem necessidade de buscar atendimento presencial ou acionar o ministério diretamente.
A ausência de transparência sobre quais estados ainda não cumpriram a etapa de envio de dados levanta questionamentos sobre a coordenação entre o governo federal e as secretarias estaduais de educação.