Política

NYT aponta escola iraniana destruída por ataque dos EUA a base militar

Investigação interna americana também indica responsabilidade dos EUA; 153 mortos, maioria crianças

Uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã, foi destruída durante um ataque dos Estados Unidos a uma base naval da Guarda Revolucionária iraniana vizinha, segundo análise do The New York Times com imagens de satélite e vídeos.

O bombardeio, ocorrido no sábado — primeiro dia da ofensiva americana e israelense contra o Irã —, deixou 153 mortos e 95 feridos, a maioria crianças, tornando-se o incidente com civis mais letal registrado desde o início do conflito.

A análise do NYT

O New York Times reuniu evidências de que a escola feminina de Minab foi atingida durante um ataque de precisão simultâneo dos EUA à base naval da Guarda Revolucionária iraniana, localizada ao lado do colégio. Vídeos publicados nas redes sociais minutos após o comunicado do Exército americano — que anunciava operações perto do Estreito de Ormuz — mostram colunas de fumaça e a escola destruída.

Imagens de satélite encomendadas pelo jornal confirmaram a linha do tempo do incidente. Outros registros analisados corroboram que a base da Guarda Revolucionária era vizinha imediata da escola. Segundo autoridades iranianas e a TV estatal, o colégio estava cheio no momento do ataque — sábado é o início da semana de trabalho no Irã, e alunos e professores estavam em aula.

Investigação interna indica responsabilidade americana

Uma apuração conduzida internamente pelas Forças Armadas dos EUA, revelada pela Reuters, avalia como provável a responsabilidade americana pelo bombardeio. Dois funcionários do governo confirmaram a avaliação preliminar sob anonimato, ressaltando que a investigação ainda não foi concluída e que novas evidências podem alterar o quadro.

Minab fica a cerca de 20 km da costa sul do Irã, com saída para o Estreito de Ormuz — região onde a Marinha da Guarda Revolucionária mantém diversas bases militares. O bombardeio à escola ocorreu no primeiro dia de uma ofensiva que, em apenas quatro dias, deixou quase 900 mortos em pelo menos oito países da região.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reconheceu na quarta-feira que os militares investigam o incidente, mas reiterou que os EUA nunca têm civis como alvo. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos não atacariam deliberadamente uma escola. A Casa Branca atribuiu a responsabilidade pelas mortes ao regime iraniano, sem comentar diretamente a apuração.

O Pentágono encaminhou as perguntas ao Comando Central, cujo porta-voz declarou ser inapropriado comentar um incidente sob investigação. O escritório de direitos humanos da ONU pediu uma apuração independente. “Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo”, disse a porta-voz Ravina Shamdasani em Genebra.

Crianças no centro do conflito

O ataque à escola de Minab é o episódio mais letal de um padrão documentado pela Unicef: ao menos 192 crianças morreram desde o início do conflito, 181 delas no Irã. Imagens do funeral, transmitidas pela TV estatal iraniana, mostraram pequenos caixões cobertos com bandeiras do país sendo carregados por uma grande multidão até o local de sepultamento.

Segundo o direito internacional humanitário, atacar deliberadamente uma escola ou estrutura civil provavelmente configura crime de guerra. Caso a participação dos EUA seja confirmada, o episódio figurará entre os piores casos de vítimas civis em décadas de conflitos americanos no Oriente Médio.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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