Israel divulgou nesta sexta-feira (6) imagens do bombardeio ao bunker pessoal do aiatolá Ali Khamenei, em Teerã. Cerca de 50 jatos realizaram a operação pela manhã, de acordo com o Exército israelense.
O complexo foi destruído sete dias após Khamenei ser morto em um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel. Segundo as Forças Armadas israelenses, o líder supremo foi eliminado antes de conseguir usar o bunker.
Com 1.230 mortes confirmadas pela mídia estatal iraniana, o conflito entre Irã, EUA e Israel chega ao 7º dia com bombardeios intensificados nas capitais do Irã e do Líbano.
Bunker de alto valor estratégico
O Exército israelense descreveu o complexo como uma instalação criada para "avançar atividades militares e ideologias extremistas contra Israel e o mundo ocidental". A operação de destruição foi executada após longo processo de coleta de inteligência, segundo comunicado oficial das Forças Armadas.
Mesmo com a morte do líder supremo, o bunker seguiu em uso por funcionários de alto escalão do regime iraniano — o que, segundo Israel, justificou o bombardeio. Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação de mortos ou feridos no ataque desta sexta.
Trump mira a sucessão do aiatolá
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao site Axios que precisa "se envolver pessoalmente" na escolha do próximo líder supremo iraniano. Ele classificou como "inaceitável" uma eventual sucessão por Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá morto no sábado (28).
A postura remete à intervenção americana na Venezuela no início de 2026, quando uma operação resultou na captura do então ditador Nicolás Maduro. Em discurso posterior, Trump afirmou que os EUA querem "acabar com o Irã primeiro", antes de lidar com Cuba.
O Irã respondeu com escalada naval. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido um navio com bandeira americana no norte do Golfo Pérsico — o governo dos EUA não havia confirmado o ataque até a última atualização desta reportagem.
Conflito se expande para Líbano e além
Os ataques de Israel ao Líbano já deixaram mais de 100 mortos e 638 feridos desde segunda-feira, segundo o Ministério da Saúde libanês. Alertas de evacuação provocaram pânico e fuga de moradores dos subúrbios do sul de Beirute.
O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, rompeu o silêncio em seu primeiro pronunciamento desde a retomada dos confrontos e afirmou que o grupo seguirá lutando "independentemente dos sacrifícios".
Estreito de Ormuz na mira
A Guarda Revolucionária iraniana declarou ter controle total do Estreito de Ormuz — ponto estratégico por onde passa cerca de um quinto de todo o consumo mundial de petróleo. Ao menos três incidentes envolvendo embarcações foram registrados na região.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou ter recebido dos EUA um pedido de apoio para lidar com drones iranianos no Oriente Médio. Trump também voltou a pressionar Zelensky a negociar um acordo com a Rússia para encerrar a guerra.
O Azerbaijão acusou o Irã de realizar um ataque de drone contra um aeroporto e uma escola no país. Teerã negou a autoria, mas o governo azerbaijano convocou o embaixador iraniano para apresentar explicações.