Os Estados Unidos entraram em uma nova etapa da guerra contra o Irã, com ataques mais precisos e devastadores voltados à infraestrutura do regime de Teerã. O secretário de Guerra Pete Hegseth confirmou a mudança nesta sexta-feira, no 7º dia de um conflito que começou com a morte do aiatolá Ali Khamenei.
Desde o início da guerra, mais de dois mil alvos iranianos foram atingidos — incluindo 30 navios de guerra destruídos. Só nas últimas 72 horas, as forças americanas destruíram mais de 200 alvos adicionais, entre eles um navio porta-drones abatido na quinta-feira.
Bombas de precisão e nova estratégia
A transição estratégica já havia sido sinalizada na quarta-feira pelo almirante Dan Caine, comandante do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA. Caine anunciou que o Exército abandonaria os grandes bombardeios em ondas e passaria a usar bombas gravitacionais de alta precisão com ogivas de 225 kg, 450 kg e 900 kg.
A mudança foi confirmada oficialmente na coletiva de quinta-feira, quando o general Cooper atualizou os números das baixas iranianas e Hegseth detalhou que os ataques na nova fase terão como alvo a infraestrutura do regime — não apenas a capacidade militar, mas o aparato de governo de Teerã.
Dois dias antes, no 5º dia do conflito, o próprio Hegseth já havia prometido novas ondas de bombardeios e Caine anunciara a transição para ataques de precisão — o que agora se consolida como a nova fase oficial da guerra. Hegseth declarou vitórias históricas no 5º dia da guerra contra o Irã.
Irã comete erro de cálculo grave, diz Hegseth
Na coletiva de quinta-feira, Hegseth foi direto ao afirmar que Teerã subestima a capacidade americana de sustentar o conflito. “O Irã espera que não possamos sustentar isso, o que é um erro de cálculo muito grave. Não há falta de determinação americana. Não temos falta de munição e podemos continuar essa guerra pelo tempo que precisarmos. Nós definimos o cronograma”, declarou o secretário.
A confiança de Hegseth sobre o arsenal americano contrasta com a declaração do próprio presidente Trump, que dias antes admitiu que os EUA “não estão onde gostariam” em armamentos de ponta e acionou produção emergencial para sustentar a ofensiva. Trump havia acionado produção emergencial de armas para a guerra contra o Irã.
A guerra foi deflagrada no último sábado com a operação conjunta de EUA e Israel que eliminou o aiatolá Khamenei e altos membros da cúpula iraniana. Desde então, o conflito não deu sinais de desaceleração — e a declaração da nova fase indica que Washington pretende intensificar, não reduzir, a pressão sobre Teerã.