Política

EUA admitem investigar ataque que matou estudantes em escola feminina no Irã

Funcionários americanos consideram 'provável' responsabilidade das forças dos EUA; conclusão da investigação ainda não é definitiva

Investigadores militares dos Estados Unidos avaliam ser provável que forças americanas tenham atacado uma escola feminina em Minab, no sul do Irã, no sábado — o primeiro dia de ofensivas conjuntas dos EUA e Israel contra o país.

O ataque matou dezenas de crianças, segundo dois funcionários americanos que relataram a situação à Reuters sob condição de anonimato. O embaixador iraniano na ONU, Ali Bahreini, afirmou que 150 estudantes morreram no incidente.

A investigação ainda não chegou a uma conclusão definitiva, e os próprios funcionários não descartam que novas evidências possam apontar outra parte como responsável.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou na quarta-feira que os militares estão investigando o episódio. “Estamos investigando. É claro que nunca temos civis como alvo. Mas estamos analisando o ocorrido”, declarou durante coletiva de imprensa.

O Pentágono encaminhou as perguntas ao Comando Central das Forças Armadas, cujo porta-voz, Capitão Timothy Hawkins, considerou “inapropriado comentar visto que o incidente está sob investigação”.

Governo americano rebate acusações

A Casa Branca não comentou diretamente o caso. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou em comunicado que “o regime iraniano tem como alvo civis e crianças, não os Estados Unidos da América”. O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA não atacariam deliberadamente uma escola.

EUA e Israel dividiram geograficamente suas operações desde o início do conflito: Israel concentrou ações nos locais de lançamento de mísseis no oeste do Irã, enquanto os americanos atuaram no sul do país — onde fica Minab —, em alvos militares e navais.

O escritório de direitos humanos da ONU pediu uma investigação na terça-feira. “Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo”, disse a porta-voz Ravina Shamdasani em Genebra, sem apontar responsáveis.

O balanço do conflito é pesado: das quase 900 mortes nos primeiros quatro dias de guerra entre EUA, Israel e Irã, 165 eram estudantes e funcionários da escola primária de Minab.

Imagens do funeral das meninas foram exibidas na televisão estatal iraniana na terça-feira. Os pequenos caixões, cobertos com bandeiras do país, foram carregados por uma grande multidão em direção ao local de sepultamento.

Possível crime de guerra

Atacar deliberadamente uma escola ou qualquer estrutura civil configura crime de guerra segundo o direito internacional humanitário. Se a participação americana for confirmada, Minab figurará entre as piores tragédias com vítimas civis em décadas de conflitos dos EUA no Oriente Médio.

O contraste com o discurso oficial americano é evidente: na mesma quarta-feira em que admitiu a investigação sobre as estudantes, Hegseth realizou coletiva no Pentágono declarando vitórias “históricas” contra o Irã — sem mencionar o incidente com as alunas de Minab.

A Reuters não conseguiu confirmar de forma independente o número de vítimas, o tipo de munição utilizada, quem ordenou o ataque ou por que a escola teria sido alvo. A investigação não tem prazo definido para ser concluída.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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