Economia

Dólar sobe a R$ 5,31 com guerra no Irã e payroll americano no radar

Petróleo Brent avança mais de 4% enquanto EUA e Israel intensificam ataques no 7º dia de conflito no Oriente Médio

O dólar abriu esta sexta-feira (6) em alta, cotado a R$ 5,31, com investidores atentos à escalada do conflito no Oriente Médio e à divulgação do payroll, o relatório oficial de empregos dos Estados Unidos.

No 7º dia de guerra, EUA e Israel intensificaram os ataques ao Irã e ao Líbano. O governo americano declarou ter entrado em nova fase do conflito, com aumento drástico do poder de fogo e bombardeios à infraestrutura militar iraniana.

Estreito de Ormuz e choque no petróleo

A principal preocupação dos mercados é o bloqueio do Estreito de Ormuz e seus efeitos sobre o abastecimento global. Analistas do J.P. Morgan alertaram que o fechamento pode afetar o fornecimento em poucos dias — com risco de 3,3 milhões de barris por dia saindo do mercado. O bloqueio foi decretado pelo Irã na quarta-feira, derrubando bolsas globais e disparando o petróleo acima de US$ 82 pela primeira vez desde o início do conflito.

O Iraque, segundo maior produtor da Opep, cortou sua produção em quase 1,5 milhão de barris por dia por dificuldades de armazenamento e exportação. O Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações — medida que pode atrasar a normalização da produção por ao menos um mês.

Desde os primeiros ataques, analistas projetam que o barril pode chegar a US$ 100 caso o bloqueio de Ormuz se prolongue — o que tornaria 2026 o ano do maior choque de energia em décadas. Nesta sexta, o Brent subia mais de 4%, cotado a US$ 89,38, e o WTI americano avançava 5,94%, a US$ 85,78.

Petrobras com lucro triplicado

Os investidores também monitoram os resultados da Petrobras, divulgados na véspera. A estatal registrou lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, alta de 200% sobre os R$ 36,6 bilhões de 2024 — o lucro quase triplicou em um ano.

Segundo a companhia, o resultado foi obtido mesmo com queda de 14% no preço do Brent ao longo do ano. O aumento da produção de óleo e gás e a melhora da eficiência operacional sustentaram o desempenho recorde.

Mercados globais recuam com tensão geopolítica

Em Wall Street, os índices futuros do Dow Jones, do S&P 500 e do Nasdaq operavam em queda. Na Europa, os principais índices acionários também caíam, encaminhando-se para a pior semana em quase um ano: o STOXX 600 perdia 1,10%, o DAX alemão recuava 0,99%, o CAC-40 francês cedia 1,12% e o FTSE 100 britânico desvalorizava 0,67%.

Na Ásia, apesar de leve recuperação na sexta-feira, as bolsas fecharam a semana no vermelho. O índice de Xangai subiu 0,38%, o CSI300 avançou 0,27% e o Hang Seng de Hong Kong ganhou 1,72%. O Nikkei de Tóquio subiu 0,6%.

Payroll dá direção ao Federal Reserve

O payroll americano é o principal destaque da agenda econômica desta sexta. O relatório de empregos deve sinalizar os próximos passos do Federal Reserve na condução dos juros — fator com impacto direto sobre o câmbio e os fluxos de capital para emergentes como o Brasil.

No noticiário doméstico, a Polícia Federal havia prendido Vorcaro pela terceira vez na Operação Compliance Zero — a mesma operação que culminou em sua transferência à Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, onde o dono do Banco Master cumpre isolamento de 10 dias.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Ex-secretário de Trump alerta: guerra com Irã eleva risco de terrorismo global

Indonésia proíbe redes sociais a menores de 16 anos a partir de março

Irã adota estratégia de resistência para sobreviver à guerra com Israel e EUA

Petrobras registra lucro de R$ 110 bilhões em 2025, alta de 200%