A Marinha do Sri Lanka resgatou 32 sobreviventes e recuperou 87 corpos após o afundamento do navio de guerra iraniano IRIS Dena no Oceano Índico, nesta quarta-feira (4).
A embarcação foi atingida por um torpedo disparado por um submarino norte-americano. Com 180 pessoas a bordo, o navio não deixou vestígios além de manchas de óleo e balsas salva-vidas na superfície.
Resgate no Oceano Índico
O Ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, informou ao Parlamento que a marinha recebeu alertas de que o IRIS Dena estava em perigo e afundando. O país mobilizou navios e aviões para missão de resgate.
Ao chegar ao local, as equipes não encontraram o navio. “Havia apenas algumas manchas de óleo e balsas salva-vidas. Encontramos pessoas flutuando na água”, relatou o Comandante Buddhika Sampath, porta-voz da marinha cingalesa.
Os 32 sobreviventes foram encaminhados ao Hospital Nacional de Galle, no litoral sul do Sri Lanka. Segundo Anil Jasinghe, do Ministério da Saúde, um resgatado está em estado crítico, sete em tratamento de emergência e os demais com ferimentos leves. Os corpos dos marinheiros chegavam em caminhões e eram armazenados em área improvisada, sob guarda policial e naval, longe da vista do público.
O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou o ataque em coletiva no Pentágono: “Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensavam estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo.”
Operação além das fronteiras do Irã
O IRIS Dena era considerado o “navio-prêmio” da República Islâmica. Trata-se de uma das embarcações mais modernas da Marinha iraniana, equipada com artilharia pesada, mísseis superfície-ar, mísseis antinavio, torpedos e um helicóptero embarcado.
O navio havia sido sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA em fevereiro de 2023, juntamente com executivos de um fabricante iraniano de drones que forneceu armas à Rússia para uso contra alvos na Ucrânia.
O afundamento integra uma operação militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra as forças armadas do Irã. O Presidente Donald Trump declarou que um dos objetivos centrais do conflito é aniquilar a Marinha iraniana. Segundo o Almirante Brad Cooper, do Comando Central americano, ao menos 17 embarcações navais iranianas foram destruídas desde o início da guerra.
O episódio é apontado como um dos poucos casos em que um submarino afundou um navio de guerra desde a Segunda Guerra Mundial.