Política

Senado vota acordo Mercosul-UE direto no plenário após CRE cancelar reunião

Negociado há 25 anos, tratado cria zona de livre comércio com 700 milhões de pessoas; governo promete decreto sobre salvaguardas antes da votação

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia vai direto ao plenário do Senado. O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), Nelsinho Trad (PSD-MS), cancelou a reunião da comissão que analisaria o texto e anunciou a votação no plenário nesta quarta-feira (4).

O Senado é a última etapa de aprovação no Brasil para que o acordo entre em vigor. Os senadores só podem votar a favor ou contra — não há possibilidade de emendas ao texto.

Negociado por mais de 25 anos, o acordo prevê redução gradual nas tarifas de importação entre os países dos dois blocos e estabelece regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, além de normas sobre investimentos e padrões regulatórios. Quando entrar em vigor, o tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo — um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.

Relatora e os limites do voto

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), é a relatora do acordo no Senado. A votação será binária: aprovação ou rejeição integral do texto — emendas não são permitidas em acordos internacionais dessa natureza.

Mesmo sem poder alterar o conteúdo, a FPA levou ao Executivo suas preocupações sobre as salvaguardas previstas no acordo. Os europeus regulamentaram mecanismos com foco especial em produtos agrícolas sensíveis para produtores locais, como carne bovina e aves, estabelecendo gatilhos objetivos para a abertura de investigações. Se constatado prejuízo, a Comissão Europeia pode suspender temporariamente as preferências tarifárias concedidas ao Mercosul.

Decreto brasileiro antes do voto

Em resposta às preocupações do setor agrícola, o vice-presidente Geraldo Alckmin se comprometeu a publicar um decreto regulamentando as salvaguardas do lado brasileiro antes da votação no Senado.

O modelo nacional não vai replicar o europeu. Segundo apuração do g1, o Brasil não adotará gatilhos automáticos com percentuais definidos. A proposta é regular procedimentos: como setores produtivos poderão apresentar petições, como será aberta uma investigação e quais são as etapas administrativas seguintes.

A estratégia tem ainda um objetivo adicional: deixar claro que as normas não serão exclusivas para a relação com a União Europeia, valendo para todos os acordos internacionais que contenham cláusulas de salvaguarda.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Mensagens mostram Vorcaro ordenando ‘moer’ empregada e atacar jornalista

Ataque ao Irã expõe racha no movimento MAGA de Trump