A Polícia Federal abriu inquérito nesta quinta-feira (5) para apurar as condições de custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Vorcaro, preso um dia antes na Operação Compliance Zero.
Mourão tentou se matar enquanto estava sob custódia da PF na Superintendência Regional de Minas Gerais. A instituição afirma que toda a ação foi registrada em vídeo, sem pontos cegos nas câmeras.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”. A declaração veio após a abertura do inquérito, que visa esclarecer as circunstâncias exatas do episódio ocorrido na Superintendência Regional em Minas Gerais.
A PF comunicou o caso ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, e informou que entregará todos os registros em vídeo com a dinâmica da tentativa.
Preso na véspera durante a ‘Sicário’ de Vorcaro é preso por espionagem ilegal e intimidação, Mourão era apontado pela PF como executor direto das ordens de Vorcaro — recebia R$ 1 milhão por mês e acessava ilegalmente sistemas da PF, do FBI e da Interpol.
A Operação Compliance Zero foi deflagrada na quarta-feira (4) e resultou em uma série de prisões ligadas ao empresário Vorcaro, investigado por espionagem ilegal, intimidação e outros crimes.
O caso tem desdobramentos diretos no STF, onde o ministro André Mendonça responde pelo inquérito do caso Master. A decisão da PF de comunicar imediatamente o episódio ao tribunal indica a sensibilidade política e jurídica do processo.
A abertura de um inquérito específico para apurar as condições de custódia reforça a preocupação institucional com a integridade dos procedimentos — especialmente em operações de alta visibilidade pública, com ramificações em órgãos de inteligência nacionais e internacionais.