Política

Pacheco descarta MDB e caminha para o União Brasil na disputa pelo governo de Minas

Ex-presidente do Senado foi convencido por Lula em fevereiro e articula viabilidade da candidatura

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) informou líderes do MDB, em almoço nesta quarta-feira (4) em Brasília, que não deve se filiar ao partido. A razão é direta: o MDB já tem Gabriel Azevedo como pré-candidato ao governo de Minas Gerais — posto que Pacheco deve disputar em outubro.

O destino mais provável do ex-presidente do Senado é o União Brasil, em movimento articulado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Após encontros com o presidente Lula, Pacheco está praticamente convencido a liderar o palanque petista em Minas nas eleições de 2026.

Saída do PSD e impasse no União Brasil

A decisão de deixar o PSD foi motivada pela escolha do partido de apoiar Mateus Simões, vice do governador Romeu Zema (Novo), na corrida ao Palácio Tiradentes. Sem espaço na legenda para sua candidatura, Pacheco passou a articular uma nova sigla que viabilizasse sua entrada no pleito.

A opção pelo União Brasil, porém, traz uma preocupação nos bastidores: a federação entre o partido e o Progressistas (PP), que apoia justamente o candidato Simões. A federação foi anunciada em abril de 2025, mas o pedido de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só foi protocolado em dezembro do mesmo ano.

Para que o acordo entre União Brasil e PP tenha validade legal, o TSE precisa aprovar o registro até o dia 4 de abril. O prazo curto e o desfecho incerto ampliam a insegurança de Pacheco quanto à escolha do partido.

A aproximação com Lula

Pacheco sempre foi o nome preferido do presidente Lula para encabeçar a disputa pelo governo de Minas em 2026. A relação entre os dois se consolidou nos dois anos em que Pacheco presidiu o Senado Federal, entre 2023 e 2025.

Mesmo diante de declarações públicas de Lula em seu favor, o senador resistiu por meses à ideia de concorrer. Em um encontro no Palácio do Planalto em fevereiro, segundo aliados, Pacheco saiu convencido pelo presidente a entrar na disputa.

A resistência de Pacheco a disputar o governo chegou ao ponto de declarar que deixaria a vida pública após Lula escolher o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal — cargo para o qual o senador almejava indicar um nome de sua confiança.

A virada veio com a articulação conduzida pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), que liderou o movimento entre colegas do Senado para convencer Pacheco a disputar o governo mineiro. Nos bastidores, Alcolumbre garante robustez à candidatura e deve seguir como peça central na estratégia eleitoral do grupo.

Desde o encontro com Lula, Pacheco tem intensificado reuniões em Minas Gerais e em Brasília para estruturar a viabilidade política de sua candidatura. O senador segue em conversas para definir a legenda que abrigará sua corrida ao Palácio Tiradentes nas eleições de outubro de 2026.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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