O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (4) que os americanos estão vencendo a guerra contra o Irã. A declaração foi feita em coletiva no Pentágono, no quinto dia do conflito.
A guerra começou no sábado, quando EUA e Israel realizaram bombardeios em território iraniano. Desde então, o Irã tem lançado ataques retaliatórios contra Israel e países do Golfo Pérsico que hospedam bases norte-americanas.
Em coletiva no Pentágono, Hegseth afirmou que o conflito está “apenas no começo”, mas que os EUA já conquistaram vitórias “históricas” contra o regime iraniano. O secretário prometeu novas ondas de amplos bombardeios norte-americanos.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, o general Dan Caine, detalhou o saldo militar dos primeiros cinco dias: mais de dois mil alvos iranianos atingidos, mais de 20 navios afundados, um submarino destruído e a presença naval iraniana na costa do país neutralizada.
Mudança de estratégia
Caine anunciou que o Exército americano passará em breve de grandes pacotes de ataques em massa para ataques de precisão, expandindo os bombardeios pelo território iraniano.
O anúncio dos avanços militares ocorre em paralelo à corrida armamentista americana: um dia antes, Trump havia reconhecido que os EUA “não estão onde gostariam” em termos de armamentos de ponta e acionou a produção emergencial de armas para sustentar o conflito.
Hegseth também afirmou que o Irã tentou assassinar o presidente Donald Trump, mas que “o líder da unidade dessa investida está morto e foi Trump quem deu a última risada”. O secretário não revelou o nome da autoridade eliminada, mas os EUA mataram vários oficiais iranianos de alto escalão nos últimos dias.
O otimismo de Hegseth contrasta com o balanço humano do conflito: quase 900 pessoas já morreram nos primeiros quatro dias da ofensiva, com 787 vítimas apenas no Irã. Com a expansão dos bombardeios prometida pelo governo americano, o saldo de mortes tende a crescer nas próximas horas.