A Guarda Revolucionária do Irã declarou nesta quinta-feira (5) ter atacado e atingido um petroleiro com bandeira americana no norte do Golfo Pérsico.
O governo dos Estados Unidos não se pronunciou oficialmente. O nome do navio alvejado não foi divulgado e o incidente ainda aguarda confirmação independente.
O ataque declarado ocorre em meio a uma escalada militar sem precedentes na região. A Guarda Revolucionária iraniana afirma ter controle total do Estreito de Ormuz — ponto estratégico por onde transita grande parte do petróleo exportado do Oriente Médio para os mercados globais.
O regime fechou o Estreito ao tráfego de petroleiros num sábado, horas após o início do conflito com os Estados Unidos e Israel. Desde então, ataques a navios na área se tornaram recorrentes.
Ao menos três incidentes envolvendo bombardeios a petroleiros foram registrados na região antes do episódio desta quinta-feira. Em nenhum deles o Irã sofreu resposta militar direta documentada até o momento da publicação desta reportagem.
Esta reportagem está em atualização.
Risco para o abastecimento global de petróleo
O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores energéticos mais críticos do planeta. Aproximadamente um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ele, o que torna qualquer bloqueio ou escalada militar um vetor direto de pressão sobre os preços internacionais do barril.
A estratégia iraniana de alegar controle total da via marítima combinada com ataques sistemáticos a navios de bandeira estrangeira representa uma pressão significativa sobre as rotas do comércio global de energia desde o início do conflito.
O silêncio oficial de Washington, ao menos até a última atualização desta reportagem, deixa em aberto a extensão real dos danos ao petroleiro e a possível resposta americana ao incidente.