As Forças Armadas dos Estados Unidos mataram o militar iraniano que chefiava a unidade responsável pelo suposto plano de assassinato contra o presidente Donald Trump, confirmou o Pentágono nesta quarta-feira (4).
O secretário de Guerra Pete Hegseth anunciou a operação sem revelar a identidade do oficial. A morte ocorreu na terça-feira, segundo ele.
O suposto complô havia sido denunciado pelo Departamento de Justiça dos EUA em 2024 e teria sido ordenado pela Guarda Revolucionária do Irã. Teerã sempre negou as acusações.
Operação não foi ordenada por Trump, diz Hegseth
O secretário Pete Hegseth deixou claro que a eliminação do comandante iraniano não partiu de uma ordem direta do presidente. “Embora esse não fosse o foco do esforço de forma alguma — na verdade, nunca foi mencionado pelo presidente ou qualquer outra pessoa — eu garanti, e outros garantiram, que os responsáveis fossem eventualmente incluídos na lista de alvos”, declarou Hegseth a repórteres.
A posição contrasta com a narrativa do próprio Trump, que havia vinculado o complô iraniano à operação conjunta EUA-Israel responsável pela morte do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei. À ABC News, Trump resumiu: “Eu o peguei antes que ele me pegasse”. A morte de Khamenei havia gerado promessas de represália da Força Quds, que afirmou que os responsáveis não estariam seguros nem mesmo em casa.
O suposto complô contra Trump foi denunciado pelo Departamento de Justiça dos EUA ainda em 2024, quando um iraniano foi indiciado em conexão com um esquema atribuído à Guarda Revolucionária. Teerã negou sistematicamente ter como alvo Trump ou outros funcionários americanos. A revelação sobre o oficial iraniano foi feita no mesmo coletivo em que Hegseth anunciou mais de dois mil alvos atingidos e declarou que os EUA estão vencendo a guerra contra o Irã.
Guerra perde intensidade nos ares
Em paralelo às revelações sobre o complô, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, apresentou dados do teatro de operações. Os lançamentos de mísseis balísticos iranianos caíram 86% em relação ao primeiro dia de combates, segundo ele.
Os ataques com drones de ataque unidirecional também recuaram: queda de 73% em comparação aos primeiros dias da guerra, de acordo com Caine. Os números indicam que a capacidade ofensiva aérea iraniana encolheu de forma expressiva ao longo do conflito.
A eliminação do comandante da unidade por trás do complô sinaliza que Washington mantém uma lista de alvos paralela à guerra convencional — voltada para indivíduos acusados de planejar ações diretas contra líderes americanos. A identidade do oficial, contudo, segue sem ser divulgada pelo Pentágono.